A gineteada, prática em que alguém fica o maior tempo possível no “lombo de um animal considerado xucro ou que tenha sido mal domado”, pode ser elevada a esporte e patrimônio cultural imaterial do Brasil.
A proposta do deputado federal Nereu Crispim (PSD-RS) deve ser avaliada por três comissões da Câmara – Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Cultura e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O PL 2335/2021 será analisado e votado em caráter conclusivo, o que significa que, se aprovado pela maioria dos membros das comissões, dependerá apenas da sanção do presidente para vigorar como lei, sem a necessidade de submetê-lo à votação no plenário da Câmara.
A justificativa para que a gineteada seja elevada a esporte, segundo Crispim, é que “é preciso contar com técnicas, ter bastante força nas pernas e muita concentração para garantir o equilíbrio no lombo do cavalo”.
Para o deputado, os praticantes da gineteada são “atletas”, embora a prática seja realizada sem o consentimento ou participação voluntária do animal. “Hoje em dia, os ginetes são atletas, treinados, os quais competem em alto nível”, alega.
Nereu Crispim defende alteração na Lei 13.364/2016 que, segundo ele, deve contar com a seguinte redação:
“Reconhece o rodeio, a vaquejada, a gineteada em bovinos e equinos, o laço, bem como as respectivas expressões artísticas e esportivas, como manifestações culturais nacionais; eleva essas atividades à condição de bens de natureza imaterial integrantes do patrimônio cultural brasileiro; e dispõe sobre as modalidades esportivas equestres tradicionais e sobre a proteção ao bem-estar animal.”
Sobre a elevação da gineteada a patrimônio cultural imaterial, o deputado sustenta que a prática “é a demonstração da lida da doma gaúcha junto com a habilidade do peão campeiro”. E continua: “Antigamente, a gineteada era praticada por vaqueiros e peões de estância, os quais se reuniam em um parador de rodeio, para cultuar a tradição brasileira.”
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