Um estudo divulgado neste mês de novembro revela que as gorduras vegetais são mais benéficas ao coração, mas claro que desde que sejam de boa qualidade. A conclusão é baseada em acompanhamento de saúde de 117 mil pessoas em 27 anos nos EUA.
Os participantes do estudo que comeram grandes quantidades de gordura animal tiveram um risco 16% maior de derrame em comparação com aqueles que comeram menores quantidades.
Já os participantes com maior consumo de gordura vegetal e poli-insaturada tiveram redução de 12% no risco de derrame em comparação com aqueles que ingeriram menos.
O pesquisador Fenglei Wang, do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, e que liderou a pesquisa, faz uma observação:
“Nossas descobertas indicam que o tipo e fonte de gordura são mais importantes do que a quantidade de gordura na prevenção de doenças cardiovasculares, incluindo acidente vascular cerebral.”
Para chegar ao resultado, os pesquisadores analisaram dados de dois grandes estudos – “Nurses’ Health Study (1984-2016)” e “Health Professionals Follow-up Study (1986-2016)”, que reúnem dados de participantes que tinham 50 anos de idade em média e 63% eram mulheres. Além disso, não possuíam doenças cardíacas ou câncer quando começaram a participar do estudo.
Entre as gorduras de origem animal citadas como prejudiciais ao coração estão as provenientes de carne bovina, suína e ovina – o que inclui bacon, salsicha, mortadela, salame e outras carnes processadas. Cozinhar com banha ou sebo também é citado como fator de desenvolvimento de doenças cardíacas.
“Aqueles que consumiram uma porção de carne vermelha a mais todos os dias tiveram um risco 8% maior de acidente vascular cerebral, e aqueles que consumiram mais uma porção de carne vermelha processada tiveram um risco 12% maior de acidente vascular cerebral.”
“Muitas carnes processadas são ricas em sal e gordura saturada e pobre em gordura vegetal. A pesquisa mostra que a substituição da carne processada por outras fontes de proteína, particularmente fontes vegetais, está associada a taxas de mortalidade mais baixas”, diz a professora de ciências da nutrição Alice H. Lichtenstein, da Universidade Tufts.
“As principais características de um padrão de dieta saudável para o coração são equilibrar a ingestão de calorias com as necessidades calóricas para atingir e manter um peso saudável, escolher grãos integrais, proteínas magras e vegetais e uma variedade de frutas e vegetais; limitar o sal, açúcar, gordura animal, alimentos processados e álcool; e aplicar esta orientação independentemente de onde o alimento é preparado ou consumido.”
Gosta do trabalho da Vegazeta? Colabore realizando uma doação de qualquer valor clicando no botão abaixo:
Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…
No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…
No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…
Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…
Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…