Joaquin Phoenix: “Nunca assisti a um filme da maneira que experimentei com ‘Gunda’”

"Foi uma reação honesta ao que testemunhei. Nunca tinha visto nada parecido”

“Não é um filme sobre direitos animais com o qual você possa estar familiarizado. É realmente uma experiência poderosa” (Fotos Getty/Divulgação)

Em matéria publicada pelo Los Angeles Times, o ator Joaquin Phoenix, que assina a produção executiva do filme documental “Gunda”, de Victor Kossakovsky, classificou a obra de 93 minutos como um “trabalho poderoso” sobre a senciência dos animais.

“Nunca assisti a um filme da maneira que experimentei com ‘Gunda’. Automaticamente senti que isso é algo que quero apoiar. Foi uma reação honesta ao que testemunhei. Nunca tinha visto nada parecido.”

O ator também destacou que o filme não é uma “propaganda vegana”, mas expõe fatos importantes que devemos considerar sobre os animais. “Não é um filme sobre direitos animais com o qual você possa estar familiarizado. É realmente uma experiência poderosa.”

Sem narrativa, “Gunda”, que tem uma construção poética e transmite grande beleza visual, conduz o espectador, mas evita limitar sua percepção sobre a realidade transmitida em preto e branco da porca Gunda, que dá nome ao filme, assim como de duas vacas e uma galinha.

Reflexão sobre a complexidade e beleza dos animais

Sem sentimentalismos ou exposição da violência humana contra outras espécies, Kossakovsky convida a uma reflexão sobre a complexidade e beleza dos animais.

Ao Los Angeles Times, ele citou estatísticas sobre as dezenas de bilhões de animais mortos por ano para consumo e a grande quantidade de recursos naturais consumidos como parte desse processo. E com a população mundial crescendo, esses números aumentarão.

Em uma nota, o diretor Victor Kossakovsky declarou que sua intenção com “Gunda” foi fazer algo diferente, que não parecesse que está tentando dizer ao espectador o que fazer:

“Sempre quis fazer um filme sobre as criaturas com as quais compartilhamos a Terra, um filme sobre os animais como seres vivos e sensíveis por seus próprios méritos. Queria fazer um filme sem ser paternalista ou humanizá-los, sem nenhum sentimentalismo e sem propaganda vegana.”

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