Notícias

Mais um deputado quer que exploração de animais seja elevada a patrimônio cultural

Luiz Lima (PSL-RJ) encaminhou ao ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, um pedido de apoio ao Projeto de Lei 318/2021, de Paulo Bengtson (Foto: Acervo Câmara)

Ontem (30), o deputado federal Luiz Lima (PSL-RJ) encaminhou ao ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, um pedido de apoio ao Projeto de Lei 318/2021, de Paulo Bengtson (PTB-PA), que visa reconhecer a criação de animais com fins de exploração como patrimônio cultural.

“Por estarmos de acordo com a ideia, e de maneira a nos alinharmos com as normas que regem o patrimônio cultural, enviamos esta indicação em que sugerimos o reconhecimento da criação de animais como patrimônio cultural imaterial do Brasil”, frisa Lima na Indicação 791/2021.

“Considerando que a criação de animais é uma importante manifestação da cultura brasileira, solicitamos ao Ministério do Turismo a adoção de providências junto ao Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional].”

No PL de Bengtson, que visa fortalecer a coisificação animal e o status dos animais como fontes de alimentos, entretenimento e transporte, o autor diz que “não é à toa” que os animais estão vinculados a “um sem-número de manifestações culturais por todo o território nacional”.

Ele enaltece atividades como vaquejadas, rodeios, exposições de gado, cavalos, cães e gatos; e competições de canto de pássaros, de faro, de beleza (peixes ornamentais).

“Vale ressaltar o seu uso como força de trabalho (tração, policiais, resgate/salvamento, faro) e transporte (charretes, carroças, lida no campo e carro de boi), práticas esportivas (hipismo, corridas (inclusive de pombos), agillity, entre outras), educação ambiental (zoológicos, fazendinhas, viveiros, criadouros comerciais e conservacionistas).”

Clique aqui para saber mais sobre a proposta de Paulo Bengtson.

Clique aqui para opinar sobre a sugestão.

Clique aqui para opinar sobre o projeto de lei de Paulo Bengtson.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

1 semana ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

2 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

3 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

4 semanas ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

1 mês ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

2 meses ago