Uma pesquisa realizada pela Fact.MR e divulgada nesta terça-feira (24) estima que o mercado global de alternativas aos laticínios pode chegar a um valor de US$ 32 bilhões até 2031 – o que equivale a 291% de aumento em relação aos atuais US$ 11 bilhões.
O segmento de leite de amêndoas deve registrar maior crescimento no período, seguido por leite de aveia e então de soja, segundo a pesquisa. “O leite de aveia está passando por um crescimento massivo”, informa a Fact.MR, acrescentando que o produto evoluiu de um pequeno segmento em 2018 para um dos produtos mais importantes da cadeia global de alternativas ao leite.
Só os leites vegetais atingiram um valor de US$ 2,5 bilhões em 2020, o que equivale a 35% do mercado de novos alimentos à base de vegetais, de acordo com dados da Plant-Based Foods Association (PBFA).
“A crescente conscientização entre os consumidores sobre os benefícios oferecidos por uma dieta vegana é um dos fatores proeminentes que impulsionam a demanda por alternativas aos laticínios no mundo”, avalia a Fact.MR.
A pesquisa também cita intolerância à lactose e alergias ao leite como fatores determinantes para a expansão do mercado. “Além disso, as preocupações ambientais, o alto teor de colesterol e a presença de hormônios no leite estão impulsionando a demanda por alternativas aos lácteos”, frisa.
Segundo a Plant-Based Foods Association, as vendas de alternativas aos laticínios ultrapassaram US$ 7 bilhões, garantindo um lucro de 27% em 2020. “O leite vegetal expandiu duas vezes mais rápido que o leite de vaca, o que favoreceu novas oportunidades para os fabricantes.”
O que também tem contribuído para o interesse dos consumidores por esses produtos é a transparência na divulgação de informações, o que tem sido explorado e evidenciado como um marketing favorável.
“O marketing favorável e o posicionamento correto das alternativas aos laticínios estão estimulando a demanda em economias emergentes”, reforça a Fact.MR.
“As tendências de consumo estão em evolução com a busca por produtos saudáveis e de ‘rótulo limpo’, assim como por ‘alimentos funcionais’ e o desenvolvimento de proteínas alternativas.”
A pesquisa conclui que os queijos veganos serão a “próxima fronteira” em inovação em relação a produtos à base de vegetais. “Avanços na tecnologia e processamento de ingredientes estão favorecendo as inovações.”
Gosta do trabalho da Vegazeta? Colabore realizando uma doação de qualquer valor clicando no botão abaixo:
Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…
No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…
No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…
Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…
Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…