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Mercado de proteínas de algas pode mais do que dobrar

(Foto: iStock/Getty)

Um mercado que também tem se beneficiado com o aumento do interesse dos consumidores por alternativas à carne é o de proteínas de algas marinhas. Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (19) pela Markets and Markets avalia que o segmento pode chegar a um valor de R$ 5,27 bilhões até 2026, com uma taxa de crescimento anual composta de 13,2%.

Isso significa mais do que o dobro em relação a 2020, quando o mercado alcançou um valor de R$ 2,5 bilhões. Sobre a justificativa de crescimento, a pesquisa também destaca que as algas marinhas ou macroalgas são ricas em proteínas e contêm todas as fontes de aminoácidos essenciais em várias concentrações.

São uma boa alternativa para consumidores veganos, vegetarianos e para aqueles que querem reduzir o consumo de carne e de outros alimentos de origem animal. “E o rendimento da proteína de algas marinhas é superior quando comparado com culturas terrestres como as leguminosas.”

Algas vermelhas têm 47% de proteína

As algas dos gêneros Pyropia (dulse) e Porphyra (nori) têm quantidade de proteínas comparável ao da soja, por exemplo, segundo a pesquisa.

“As espécies mais significativas de algas vermelhas que contêm níveis mais elevados de proteína são Porphyra (47% de matéria seca) e Palmaria palmata (35% de matéria seca). Porphyra tenera e Palmaria palmata estão entre as espécies de algas marinhas mais consumidas na Ásia, assim como nos países ocidentais, devido ao seu alto teor de proteína e seu delicioso sabor.”

A pesquisa avalia que o consumo de algas marinhas ainda não está no auge em países ocidentais, mas em estágio de desenvolvimento. No entanto, o seu perfil nutricional, o que inclui aminoácidos essenciais, é bastante favorável para ampliar a aceitação das algas marinhas como fontes de proteínas.

Futuro ainda mais promissor

E são esses benefícios que têm feito com que seja incorporada com sucesso como ingrediente funcional em vários alimentos.

“Os métodos convencionais de extração de proteínas de algas marinhas incluem processos físicos, hidrólise enzimática e métodos de extração química. Enquanto os métodos físicos envolvem tratamento aquoso e estresse osmótico, a hidrólise enzimática inclui romper a parede celular de algas e, em seguida, combinar vários métodos de extração para obter o teor de proteína.”

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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