Mercado

Mercado de suplementos veganos pode mais do que dobrar até 2028

Previsão é de que o mercado alcance o equivalente a R$ 68,6 bilhões em vendas (Foto: iStock)

Com a crescente demanda por produtos sem ingredientes de origem animal, o mercado global de suplementos veganos pode mais do que dobrar até 2028. A conclusão é baseada em uma pesquisa divulgada esta semana pela Allied Market Research.

A previsão é de que o mercado alcance o equivalente a R$ 68,6 bilhões. Ou seja, superando em mais de 100% o valor alcançado em 2019 – R$ 31,81 bilhões. O aumento é atribuído a uma maior conscientização dos consumidores sobre os benefícios dos suplementos veganos, que tendem a priorizar mais ingredientes orgânicos e de melhor qualidade.

“O potencial inexplorado em países em desenvolvimento apresenta novas oportunidades para os próximos anos”, informa a AMR, acrescentando que no cenário global, mas principalmente em países mais desenvolvidos, a demanda por suplementos veganos aumentou durante a pandemia de covid-19.

“Embora as atividades de produção de suplementos veganos tenham sido parcialmente prejudicadas devido às medidas de lockdown e interrupções na cadeia de suprimentos, os participantes do mercado têm tentado ampliar a produção para atender ao aumento da demanda.”

Confiança em suplementos veganos

Segundo a pesquisa, hoje o mercado tem se beneficiado bem mais do que no período pré-pandemia com a comercialização de produtos on-line. A AMR também aponta que o segmento que mais se destaca é o de suplementos proteicos.

Vale lembrar que uma pesquisa concluída em dezembro pela Future Market Insights revelou que o mercado global de suplementos veganos tem sido favorecido pela crescente confiança dos consumidores nesses produtos, o que tem relação com a percepção de que são mais seguros e mais saudáveis.

“As preocupações éticas sobre uso de ingredientes de origem animal [também] estão criando oportunidades de crescimento”, destacou a FMI, endossando que em 2020 esse mercado foi beneficiado principalmente pelas vendas on-line.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

4 semanas ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

1 mês ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

1 mês ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

2 meses ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

2 meses ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 meses ago