Na semana passada, o ministro do Consumo da Espanha, Alberto Garzón, disse ao The Guardian que seu país precisa reduzir o consumo de carne se quiser realmente combater as mudanças climáticas.
Assim como ocorre em muitos países, Garzón explicou que na Espanha a população costuma associar as prejudiciais emissões de gases de efeito estufa com os transportes, mas não com a criação de animais para consumo.
“Só recentemente todos começaram a olhar para o impacto da produção animal e, especialmente, para o impacto da carne bovina. Outros países estão bastante avançados nisso, mas na Espanha isso tem sido um tabu.”
Ele lamentou que hoje, em média, um espanhol consome mais de um quilo de carne por semana, o que está também na contramão do que recomenda a Agência Espanhola de Segurança Alimentar e Nutrição – que propõe de 200 a 500 gramas.
Para o ministro, a realidade da crise climática demanda uma percepção mais abrangente em relação a impacto e sustentabilidade. “Se não agirmos, o problema não será apenas a mudança climática – será uma crise tripla”, avaliou em referência também aos efeitos da perda de biodiversidade e do aumento da poluição.
Garzón defende que os problemas gerados pelas mudanças climáticas tendem a afetar com mais intensidade a importante indústria do turismo espanhola. Por isso também ele considera essencial que o assunto seja tratado com grande seriedade.
O ministro tem usado as redes sociais também para motivar a redução do consumo de carne – clique aqui para ver um exemplo.
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