September 19, 2013. Brazil. Aerials from Macapá to Santarem, checking several logging areas. Photo by Daniel Beltra for Greenpeace
Mesmo com as florestas tendo importância fundamental à vida no planeta, um relatório concluído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em maio revela que o mundo perde dez milhões de hectares de florestas por ano.
“É preciso agir imediatamente para proteger a biodiversidade diante da alarmante taxa de desmatamento e da degradação ambiental”, defende a ONU. Só de 1990 pra cá, a perda em florestas já chegou a 420 milhões de hectares visando outros tipos de uso da terra, como a agropecuária.
Vale enfatizar que as florestas têm a maior diversidade do planeta, abrigando 60 mil espécies de árvores, 80% dos anfíbios, 75% das aves e 68% dos mamíferos.
“A crise da covid-19 mostrou a importância de conservar e usar a natureza de forma sustentável, reconhecendo que a saúde das pessoas está diretamente ligada à saúde do ecossistema”, frisa a ONU.
Quem tem acompanhado nos últimos meses o posicionamento de especialistas sobre o novo coronavírus, já deve ter percebido que não há como não associar o surgimento das mais recentes doenças zoonóticas ao impacto que o ser humano vem causando ao meio ambiente.
Afinal, para que um animal contamine um ser humano, é preciso que haja algum tipo de contato, e hoje, mais do que nunca, esse contato tem sido favorecido pela interferência humana na natureza. Logo não é difícil concluir que a covid-19 é mais uma prova de que a nossa saúde, assim como de outras espécies, depende da preservação da natureza.
“O desmatamento e a degradação florestal continuam ocorrendo a taxas alarmantes, o que contribui significativamente para a perda contínua da biodiversidade”, afirmam o diretor-geral da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO), QU Dongyu, e a diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Inger Andersen, no prefácio do relatório.
“Para mudar o rumo do desmatamento e da perda da biodiversidade, são necessárias mudanças transformadoras na maneira como consumimos e produzimos alimentos”, acrescentam. “Além disso, precisamos conservar e gerenciar as árvores e florestas por meio de uma abordagem paisagística integrada e reparar os danos causados nas últimas décadas”.
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