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Nereu Crispim quer que gineteada seja elevada a patrimônio cultural do Brasil

A proposta também eleva a “esporte” a prática em que “alguém fica o maior tempo possível no lombo de um animal ‘xucro’ ou ‘que tenha sido mal domado’” (Fotos: Acervo Câmara/Eduardo Amorim)

O deputado federal Nereu Crispim (PSL-RS) apresentou na semana passada um projeto de lei que visa elevar a “gineteada com bovinos e equinos” a patrimônio cultural do Brasil.

A proposta de Crispim propõe alterar a Lei 13.364/2016 que, segundo ele, deve vigorar da seguinte forma: “Reconhece o rodeio, a vaquejada, a gineteada em bovinos e equinos, o laço, bem como as respectivas expressões artísticas e esportivas, como manifestações culturais nacionais; eleva essas atividades à condição de bens de natureza imaterial integrantes do patrimônio cultural brasileiro.”

O deputado defende no PL 2335/2021 que a gineteada, assim como o rodeio, a vaquejada e o laço, é uma “atividade intrinsecamente ligada à vida, à identidade, à ação e à memória de grupos formadores da sociedade brasileira”.

A proposta também eleva a “esporte” a prática em que “alguém fica o maior tempo possível no lombo de um animal ‘xucro’ ou ‘que tenha sido mal domado’”.

“Para se obter êxito, é preciso contar com técnicas, entre elas, ter bastante força nas pernas e muita concentração para garantir o equilíbrio ao lombo do cavalo”, alega Crispim, que classifica os praticantes como “atletas”.

“Proponho, por meio do presente projeto de lei, que este ‘esporte’ seja incluído como um bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro e que seja uma modalidade esportiva equestre tradicional, a qual sempre preza pela proteção ao bem-estar animal e pela manutenção da cultura brasileira.”

Clique aqui para opinar sobre o projeto de lei.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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