O sofrimento animal na indústria do café de civeta

Os grãos de café de civeta são comercializados livremente na internet, inclusive em sites como Amazon, Ali Baba e Mercado Livre

Civetas começaram a ser perseguidos, confinados e até mesmo mortos depois de cumprirem o seu papel (Fotos: Reprodução)

Kopi luwak ou café de civeta é o café mais caro do mundo, mas o que chama a atenção sobre esse produto é que a sua fabricação está associada à morte e captura de milhares de civetas, mamíferos noturnos que são nativos da Ásia e da África.

O que tem a ver uma coisa com a outra? Acontece que no processo de fabricação esses pequenos animais são mantidos confinados em locais distantes da área urbana e condicionados a comerem grãos de café que mais tarde serão defecados, coletados e limpos. O diferencial é que civetas têm a habilidade natural de selecionar os melhores grãos para se alimentarem.

Como eles não digerem a semente do café, mas somente a polpa, o grão consumido por esses animais passou a ser visto como um produto com grande valor de mercado, até pelo fato do grão sofrer um “especial” processo de modificação no processo digestório.

De acordo com informações da organização World Animal Protection (WAP), em decorrência disso, civetas começaram a ser perseguidos, confinados e até mesmo mortos depois de cumprirem o seu papel. Por mais incrível e chocante que pareça, os grãos de café de civeta são comercializados livremente na internet, inclusive em sites como Amazon, Ali Baba e Mercado Livre, entre outros. Em sites do Brasil, cada 100 gramas desse café custa até cerca de R$ 400.

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