Os animais merecem mais do que não sofrer

Uma reflexão e crítica a partir do livro “Justiça para os Animais”, de Martha Nussbaum

Os animais merecem mais do que não sofrer

Os animais merecem mais do que não sofrer? No livro “Justiça para os Animais”, a filósofa Martha Nussbaum sugere que devemos considerar mais do que os interesses dos animais em não sofrer. Ela defende a adoção do “florescimento” com base na “abordagem das capacidades”. Para Nussbaum, o foco no sofrimento é limitado: os animais merecem uma consideração que envolva proporcionar uma vida boa, fundamentada em suas próprias características e potencialidades. E ela usa esse argumento contra as teorias e proposições mais conhecidas contra a causação de sofrimento animal e até mesmo pela libertação animal, que classifica como reducionistas.

O sofrimento como barreira, o florescimento como horizonte

Contudo, o foco no sofrimento conserva hoje um apelo de urgência prática, pois é a partir dele que o embate mais direto entre nossos interesses e os deles se torna visível. O florescimento, por outro lado, só pode surgir como um horizonte consequente à superação dessa violência primária – ele pressupõe a oposição ao que o antecede, ou seja, o ato desnecessário de causar sofrimento e a privação sistemática de interesses.

E, ao pensarmos nesses interesses, podemos reconhecer que eles já convergem, em sua essência, com o que Nussbaum chama de “florescimento”, mesmo quando não nomeados dessa forma. Talvez sua maior contribuição seja justamente chamar atenção para o fato de que o “florescimento” dialoga com as especificidades de cada animal e, ao fazê-lo, fortalece a noção de que cada um não é apenas um exemplar sofredor de uma espécie, mas um indivíduo singular, portador de uma vida que poderia “desabrochar”.

Além do sentir: a atenção às capacidades

Logo, conceitualmente, Nussbaum nos fornece uma ferramenta promissora para ir além da consideração pelo sofrimento. No entanto, é importante reconhecer que a grande maioria dos animais que hoje padece no mundo sequer existiria se não fosse pela própria lógica que os explora e reduz a fins de consumo – a mesma que causa seu sofrimento.

Assim, reconhecer a importância do “florescimento”, e da atenção ao indivíduo que o sustenta, mesmo quando sua realização plena é impossível no cenário atual, é conectar-se ao cerne de uma contradição ética: se prejudicamos seres capazes de florescer, estamos atuando, de forma visceral, contra interesses que envolvem muito mais do que a mera ausência de dor. Estamos negando a possibilidade mesma de uma vida.

Assim, “não causar sofrimento desnecessário”, como o uso de animais para exploração e consumo, funciona como um princípio de barreira, um “não” para paralisar a máquina exploratória. O florescimento, por sua vez, é o que existe além da barreira. Uma vez que paramos de causar sofrimento e morte, a pergunta que surge é: “E agora? Como devemos viver com eles?” O florescimento responde a isso. Ele é o horizonte positivo que só se torna imaginável depois que o imperativo negativo (“pare de prejudicar”) é atendido.

A potência conceitual: enxergar o indivíduo singular

Ao introduzir o conceito de “florescimento” por meio da “abordagem das capacidades”, Nussbaum nos força a pensar não apenas no que os animais sentem (dor/prazer), mas no que eles são e no que podem fazer. Quais são as capacidades fundamentais, dadas as características de sua espécie? O que significa, afinal, para um porco viver uma vida de porco e não apenas uma vida sem dor? Esse olhar é rico, respeitoso e ambicioso.

Pode-se argumentar que tal perspectiva só interessa a quem já reconhece o impacto negativo do sofrimento imposto e da privação de prazeres. No entanto, a atenção às capacidades fortalece e radicaliza justamente essa percepção inicial. Pois passa a ficar claro que a dor causada atinge indivíduos com potências inerentes – seres cujos interesses mais básicos são sistematicamente negados quando os reduzimos a meros recursos. O sofrimento, então, deixa de ser um mal abstrato; torna-se o sintoma visível de uma negação muito mais profunda: a da própria possibilidade de florescer.

No cerne dessa mudança, Nussbaum nos convida a fazer um exercício de empatia cognitiva radical: imaginar o mundo do ponto de vista daquele ser. Quais são suas capacidades? O que ele precisa para prosperar? Isso exige que paremos de ver o animal como um exemplar de uma espécie (“uma galinha”) ou uma função (“um animal de produção”) e passemos a vê-lo como “esta galinha, com esta história, estas preferências”. É um ato de singularização. O florescimento não é genérico; é sempre o florescimento deste indivíduo em particular.

O paradoxo prático: uma ética para seres que não deveriam existir

No entanto, surge aqui uma problemática fundamental. Se consideramos seriamente a libertação animal e o veganismo, o “florescimento” só se aplicaria, na prática, aos animais que já existem e continuam sob nossa guarda. Isso porque dezenas de bilhões de animais criados anualmente para consumo simplesmente não existiriam em um mundo pós-exploração. Eles são trazidos à vida por e para o sistema que os nega. Pergunta-se, então: como praticar o “florescer” para seres cuja única razão de ser é servir a um fim que anula essa mesma possibilidade?

Esse é o limite prático incômodo da ética do florescimento. Sua aplicação plena é inviável no mundo que ela critica e menos necessário no mundo que ela imagina. Para os animais classificados de forma especista como “de produção”, ela não pode ser usufruída, pois não se criariam bilhões de seres para florescer sem um retorno econômico. Para os animais silvestres em seus habitats, o conceito é redundante – seu florescimento, com raras exceções, é autônomo; demandando mais que não os prejudiquemos nem impactemos negativamente em seu habitat. Afinal, o florescimento deles não é algo que promovemos; é algo que protegemos (ou não destruímos). Logo, o dever negativo (não interferir) precede e permite o positivo.

Assim, sua potência revela-se mais conceitual do que programática. Sua força está em descrever, com riqueza sem precedentes, o que é devido a um indivíduo sob nosso poder. Mas se aceitamos que o cerne do problema é esse poder (a relação de dominação que justifica a criação de bilhões para a morte), então a solução radical (deixar de trazê-los à existência para exploração) tornaria obsoleta a necessidade de um projeto positivo de florescimento em larga escala. O horizonte do florescimento, portanto, brilha mais como um critério de denúncia do presente do que como um plano de ação para o futuro.

Farol ou lanterna? A teoria entre a denúncia e a gestão

Por isso, a potência definitiva da abordagem de Nussbaum talvez não esteja na prática que ela engendra, mas na lente conceitual que ela oferece. Ao reconhecer os animais como sujeitos de florescimento, ela fortalece radicalmente a oposição ao que lhes fazemos. A exploração deixa de ser apenas uma fonte de sofrimento; torna-se o roubo sistemático de uma vida possível.

No entanto, essa mesma potência condena sua aplicação em larga escala. Para que o “florescimento” se torne politicamente negociável ou economicamente viável dentro do paradigma atual, ele precisaria ser esvaziado, reduzido a um conjunto de protocolos de bem-estar. Dessa forma, poderia até atingir um maior número de animais, mas ao custo de trair seu próprio núcleo ético. O que seria aplicado não seria o florescimento, mas sua caricatura – um “aperfeiçoamento bem-estarista” com uma roupagem filosófica sofisticada.

Assim, a teoria nos coloca diante de uma escolha irredutível: mantê-la como um farol eticamente exigente que ilumina a distância abissal entre o mundo real e a justiça ou transformá-la em uma lanterna utilitária para navegar dentro do mesmo sistema injusto. Nussbaum, em seu afã de promover mudanças que considera hoje mais tangíveis, parece optar pela segunda. Mas é a primeira opção que guarda sua verdadeira força transformadora.

A morte prematura: a negação absoluta do florescer

E podemos problematizar ainda mais. Como animais que morrem tão cedo, como frangos com 35 dias, porcos com cinco ou seis meses e novilhos com um ano de idade podem “florescer”? O “florescimento” não é um estado estático, como “estar confortável”. É um processo vital, uma trajetória que se desenrola no tempo. Ele envolve fases como infância/juventude (aprendizado, desenvolvimento físico, socialização, exploração do ambiente), maturidade (estabilidade, manutenção de relações sociais complexas, expressão plena dos comportamentos da espécie) e velhice (declínio natural, transmissão de conhecimento em espécies sociais, morte natural).

Essas etapas não são possíveis quando animais são submetidos a interesses de exploração/consumo porque um entra em conflito com o que é inerente ao outro. Logo, o que é “florescimento” para um ser que não tem tempo para florescer? Se a abordagem das capacidades estabelece um padrão máximo de justiça (o florescimento pleno), seria contraditório acreditar que ele pode ser devidamente aplicado a um contexto de injustiça fundamental (a exploração e o abate). Isso o colocaria na mesma posição do “bem-estarismo”, que não existe para livrar o animal da exploração e da morte e que essencialmente entra em conflito com o “florescimento”.

Ademais, a morte intencional prematura é a negação absoluta de todas as capacidades futuras. Portanto, qualquer sistema que tenha o abate como fim é incompatível com o florescimento por definição. Aceitar esse sistema, mesmo com melhorias, é trair a lógica interna da própria teoria. Se Nussbaum aceita a premissa da criação para consumo (mesmo que “bem tratada”), ela desarma o potencial abolicionista de sua teoria. Ela oferece à indústria um selo filosófico sofisticado para práticas de bem-estar reformado. Isso neutraliza a crítica mais radical e pouco difere do que já é oferecido e defendido hoje como reformismo.

O risco da instrumentalização: “bem-estarismo 2.0” e o alívio moral

Por outro lado, nada disso nos impede de ressignificar a abordagem das capacidades dentro de um projeto de libertação animal. Se levado a sério, o florescimento só existe na consideração dos animais como indivíduos. Para promover o “florescimento” de um indivíduo, primeiro temos que reconhecê-lo como um indivíduo – um sujeito único com uma interioridade, preferências e um fim próprio. Mas o ato mesmo de instrumentalizá-lo (criá-lo para consumo, moldá-lo de acordo com um interesse humano) é a negação prática desse reconhecimento teórico.

O sistema de criação para consumo opera na lógica exatamente oposta: a da massificação e da fungibilidade. Um frango reduzido a “frango de corte” não é “este frango”. Ele é uma unidade de produção, intercambiável com qualquer outra, cujo valor é medido em quilos e eficiência de conversão alimentar. No momento em que justificamos a existência de um ser por sua utilidade para nós, anulamos o reconhecimento de que ele é um fim em si mesmo; que é justamente a premissa necessária para levar seu florescimento a sério.

Logo, o florescimento, se instrumentalizado pela indústria, poderia ser um “bem-estarismo 2.0”, em que se substitui sua versão clássica que diz “reduza o sofrimento” para: “Olhe, promovemos a felicidade!” E ao fazer isso, a indústria não pode ser isoladamente chamada de oportunista se isso também é uma ação que serve como “um afago na consciência do consumidor”. Afinal, ele receberia exatamente o que deseja para continuar consumindo o que consome. Assim, há uma economia política do alívio moral.

O grande risco é que isso dê cobertura intelectual ao desejo do consumidor de não mudar. O “afago na consciência” deixa de ser um sentimento vago de culpa aliviada e se torna uma posição ética defendida com um novo vocabulário filosófico. Afinal, o consumidor poderia dizer: “Não estou apenas comprando um ‘produto melhor’, estou financiando o ‘florescimento animal’. Estou sendo um agente de justiça, dentro do possível.” Portanto, o florescimento instrumentalizado não superaria o “bem-estarismo”, ele o tornaria, em uma nova roupagem, intelectualmente respeitável. E o que é respeitável, é mais difícil de combater. E não podemos dizer que isso seria uma apropriação se Nussbaum abre espaço para o uso pela indústria no decorrer do livro, ao defender a aplicação da abordagem das capacidades de uma forma que não livre os animais completamente dos usos que são feitos deles.

A crítica diacrônica: quando a violência está no código genético

Além de todas essas contradições, podemos problematizar uma camada ainda mais profunda: a condição antinatural dos animais que envolve seleção e manipulação genética. Contrário ao “florescimento”, eles estão marcados por uma dominação precedente ao nascimento. Se a violência é anterior à existência individual, como “florescer”? A domesticação moderna não é apenas sobre controle durante a vida; é sobre projetar o sofrimento na própria biologia do ser antes mesmo de ele nascer. O “florescimento” como conceito de bem-estar pós-nascimento não pode compensar essa violência genética; no máximo, pode torná-la um pouco menos agonizante. E ao fazer isso, ele corre o risco perverso de normalizar “a patologia”.

Os animais contemporâneos explorados para consumo são protótipos biológicos desenhados para maximizar lucro. Os frangos mais criados hoje, e chamados instrumentalmente de “frangos de corte”, podem crescer tão rápido que seus ossos, coração e pulmões não acompanham. Seu sofrimento é metabólico, esquelético, inscrito no código genético. “Vacas leiteiras”, outro termo como reducionismo instrumental, produzem dez vezes mais leite que suas ancestrais, resultando em mastites crônicas e exaustão mineral. Como “florescer” quando seu projeto corporal é “uma patologia”? Quando a dor não é um acidente do ambiente, mas a expressão direta da sua ontologia?

Essa crítica expõe outra limitação: o “florescimento” de Nussbaum é uma ética sincrônica (foca no indivíduo após o nascimento), mas o problema é diacrônico (está na linhagem, na história da espécie, na seleção artificial). O dano precede o sujeito que deveria florescer. O sujeito já chega ao mundo marcado, limitado, quebrado. Um exemplo literário que reflete muito bem essa realidade é retratado por William Faulkner no romance “Enquanto Agonizo“, sobre o qual já publiquei. Na obra, a vaca procura Dewey Dell para que ela alivie o sofrimento gerado pelo volume de leite acumulado dentro dela: “A vaca vem atrás de nós gemendo. […] A vaca me empurra, gemendo.  […] Ela me acompanha, gemendo. […] A vaca sopra em minhas ancas e costas – um hálito quente, doce, estertoroso, queixoso.”

A vaca em Faulkner não procura Dewey Dell para “florescer”, mas para obter um alívio impossível de uma condição que a define: seu corpo é uma “usina biológica falhando sob sua própria produção”. O ‘florescimento’ de Nussbaum, uma ética sincrônica, não tem vocabulário para essa violência que precede a existência individual.

O recuo pragmático e a neutralização da força radical

Diante de uma violência tão radical e prévia, a resposta teórica mais coerente seria a abolição. Ela poderia ter dito: “Meu conceito de florescimento mostra que a exploração animal é estruturalmente incapaz de ser justa, pois nega as capacidades centrais dos animais. Portanto, nossa obrigação é trabalhar pela sua abolição.”

Em vez disso, Nussbaum recua. E provavelmente, ela justificaria tal movimento com um argumento de viés pragmático: o de que, diante de uma realidade social e econômica profundamente estruturada no uso animal, o mais realista – e, portanto, o mais eficaz – é buscar uma transformação gradual por dentro, melhorando as condições dentro do sistema existente. Afinal, uma sociedade que demanda produtos de origem animal não abolirá seu consumo da noite para o dia.

Mas é exatamente aí que sua proposição perde força e se alinha às defesas do “bem-estarismo” reformista. O conceito de “florescimento”, ao ser apresentado como compatível com o uso de animais, acaba sendo entregue como aplicável a qualquer contexto que mantenha a lógica instrumental – desde que “com certos cuidados”. Ele se torna, assim, uma ferramenta de gestão da exploração e não sua crítica radical.

Ao tentar fazer sua teoria “servir a dois senhores”, o horizonte abolicionista e o reformismo bem-estarista, ela não supera as proposições anteriores. Pelo contrário, entrega sua ferramenta conceitual mais afiada para ser usada como um aríete contra a própria radicalidade que a gerou. Assim, percebemos que o conceito radical é “domesticado”. Deixa de ser um direito que exige a abolição da exploração e se torna um padrão a ser aplicado dentro da exploração. A “justiça” se afasta da “libertação”. É a justiça como “gestão humanitária”, não como profunda e estrutural transformação. É compreensível que ela vá por esse caminho pelo dilema de propor algo que pode nunca ocorrer. Mas isso a coloca em um conflito direto: a ambição de ser radical em teoria e a ansiedade de ser relevante na prática.

Conclusão: o legado paradoxal de uma teoria

É perceptível que o núcleo da abordagem de Nussbaum, o conceito de “florescimento”, é uma apropriação e uma radicalização da eudaimonia aristotélica. Enquanto Aristóteles restringia a possibilidade de uma vida florescente e dotada de significado (uma vida “próspera” segundo suas próprias capacidades) aos cidadãos homens e gregos, excluindo escravos, mulheres e, de forma categórica, todos os animais não humanos, Nussbaum realiza um movimento teórico decisivo: ela desloca o critério.

Em vez da razão linguística ou da participação na polis, ela identifica como fundamento ético a posse de capacidades centrais que são compartilhadas, em graus diversos, por muitos seres sencientes. Dessa forma, ela estende o guarda-chuva da justiça e da preocupação moral muito além dos limites estreitos traçados por Aristóteles. Isso não é um simples ajuste, mas uma ressignificação de um legado clássico, voltando-o contra suas próprias exclusões originais.

No entanto, o potencial da abordagem de Nussbaum, que dessa forma também tenta “reabilitar Aristóteles”, sendo ela própria aristotélica, nos coloca diante do dilema prático mais agudo: a tensão entre oferecer um alívio conceitual e material dentro de um sistema injusto e, ao fazê-lo, correr o risco de fortalecer as estruturas que tornam a injustiça possível. Sua teoria, ao recuar do abolicionismo, resolve o dilema optando pelo que é “mais negociável” e pelos subjetivos limites de “algum alívio imediato”. Mas é precisamente essa opção que neutraliza a força de seu próprio conceito mais poderoso.

O legado de “Justiça para os Animais” é, portanto, paradoxal. Oferece-nos uma lente conceitual rica para enxergar a injustiça que cometemos contra os animais, ao individualizá-los e considerar suas potências. Mas, ao definir seu uso, oferece também o manual mais sofisticado para administrar essa mesma injustiça, sob um novo verniz de respeito.

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Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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