Notícias

“Ovo vegano” será opção em universidades e hospitais dos EUA

“Ovo vegano” fará parte do cardápio desenvolvido pela Sodexo, que visa reduzir em 34% as emissões de carbono até 2025 (Foto: Divulgação/JUST)

A startup de alimentos JUST anunciou esta semana que seus produtos estarão disponíveis em universidades, hospitais e cafeterias corporativas nos EUA e no Canadá. A penetração do JUST Egg nesses espaços é resultado de uma parceria com a empresa Sodexo, que atende mais de 75 milhões de consumidores por dia.

O “ovo vegano” fará parte do cardápio desenvolvido pela Sodexo, que visa reduzir em 34% as emissões de carbono até 2025. Em agosto, a empresa incluiu pratos com carne à base de plantas da Impossible Foods no menu de 1,5 mil cafeterias.

“Os consumidores estão procurando produtos à base de plantas que imitam os alimentos que não estão mais comendo ou que estão tentando consumir menos – por qualquer motivo, seja qualidade de vida, bem-estar animal ou sustentabilidade ambiental”, declarou o diretor de desenvolvimento culinário da Sodexo, Rob Morasco.

Ele acrescentou ainda que o “ovo vegano” da JUST é quase indistinguível do seu equivalente real. “Têm gosto de ovo e pode ser preparado como ovo.” Em 2018, a startup vendeu o equivalente a mais de 20 milhões de ovos.

Em setembro de 2019, o CEO Josh Tetrick fechou uma parceria com a rede Walmart nos EUA, garantindo que o “ovo vegano” fosse comercializado em mais de cinco mil lojas da rede. Com um volume cada vez maior de vendas, o produto é apontado como um indicativo do crescente interesse por alternativas aos alimentos de origem animal.

Antes a JUST já havia anunciado as vendas do produto em 2,1 mil lojas da rede norte-americana Kroger.  Baseado principalmente em proteína isolada de feijão mungo e cúrcuma, o “ovo vegano” foi lançado em agosto de 2018 e vem conquistando o mercado pela semelhança em sabor e textura.

O produto tem a mesma quantidade de proteínas de um ovo de galinha, mas não possui colesterol, exige menos de 77% de água no processo de produção e emite 40% menos gases do efeito estufa, segundo a startup.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

3 semanas ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

4 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

1 mês ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

1 mês ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

2 meses ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 meses ago