Parlamentar britânico diz que não comeria em restaurante vegano por lealdade à agropecuária

O membro do Partido Conservador foi criticado por seu posicionamento (Foto: Andy Rain/EPA-EFE)

Na semana passada, o político britânico Jacob Rees-Mogg, membro do Parlamento pelo distrito de North East Somerset, que faz parte de uma região conhecida pela produção leiteira, polemizou no Twitter ao dizer que não comeria em um restaurante vegano porque se sentiria desleal à agropecuária.

O membro do Partido Conservador foi criticado por seu posicionamento. Uma seguidora comentou que a posição dele não fazia o menor sentido, e questionou se ele nunca foi a restaurantes italianos, nunca consumiu vinho francês, brandy, champanhe.

“Abra sua mente, comida é comida. Independente se você é vegano ou não, um restaurante [vegano] também paga impostos, gera empregos e você deveria apoiar isso como um membro do parlamento”, comentou.

Até mesmo um criador de gado enfatizou que veganos não são inimigos, e que ele perdeu muitos amigos que lutaram no passado para que hoje as pessoas pudessem ter a liberdade de escolher o que comer.

“Não há nenhum agricultor em Somerset? Que cultive frutas, legumes, cereais, o tipo de coisa que você provavelmente também come”, declarou outro seguidor, em referência ao fato de que frequentar um restaurante vegano também pode ser um incentivo aos agricultores.

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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