Partido Liberal do Canadá promete acabar com testes em animais

Promessa inclui acabar com o uso de animais em testes de cosméticos até 2023 e com todos os testes de toxicidade em animais até 2035

Segundo a entidade, a maioria dos canadenses já é contra o uso de animais em testes de cosméticos, e independente de filiações políticas (Foto: CFI)

Tendo hoje como nome mais conhecido o primeiro-ministro Justin Trudeau, que busca a reeleição, o Partido Liberal do Canadá anunciou este mês uma promessa de acabar com o uso de animais em testes de cosméticos até 2023 e com todos os testes de toxicidade em animais até 2035. A confirmação foi feita à organização Cruelty Free International.

“Estamos muito satisfeitos que o Partido Liberal incluiu metas de proteção animal em sua plataforma oficial e que o fim dos testes em animais está em sua agenda. Recentemente aplaudimos um compromisso semelhante do Partido Conservador do Canadá.”

Segundo a entidade, a maioria dos canadenses já é contra o uso de animais em testes de cosméticos, e independente de filiações políticas.

“Com o México aprovando a proibição dos testes de cosméticos em animais, mais estados dos EUA aprovando legislação semelhante para este ano e agora essas promessas de dois grandes partidos políticos do Canadá, uma América do Norte livre de crueldade parece finalmente ao nosso alcance”, avalia a chefe de Relações Públicas da CFI para a América do Norte, Monica Engebretson.

Investimento e Brasil 

Em 2018, a  Universidade de Windsor, em Ontário, recebeu um milhão de dólares para investir em alternativas aos testes em animais. A doação foi feita pela Eric S. Margolis Family Foundation, fundada pelo jornalista e escritor Eric Margolis e sua esposa Dana com o objetivo de apoiar organizações voltadas ao bem-estar animal.

Vale lembrar que o Brasil ainda não tem lei federal contra a realização de testes em animais na indústria de cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal, e apenas dez estados já baniram a prática. No Paraná, por exemplo, a proibição existe dezembro de 2015.

Há propostas em trâmite na Câmara que defendem que a prática seja proibida em todo o país. A justificativa leva em conta, por exemplo, que o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já reconheceram 17 métodos alternativos ao uso de animais que podem ser usados no processo de registro de cosméticos, medicamentos, alimentos e produtos de higiene e limpeza, além de pesquisas no ensino.

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