Pecuária amplia risco de contaminação do solo

A FAO destaca que a contaminação do solo prejudica a comida que comemos, a água que bebemos e o ar que respiramos, assim como a saúde de nossos ecossistemas

Descarte de esterco da pecuária global já ultrapassou 124 milhões de toneladas por ano (Foto: Shutterstock)

Um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) revela que o descarte de esterco da pecuária global já ultrapassou 124 milhões de toneladas por ano.

Só o volume de esterco aplicado ao solo é de mais de 28 milhões e o de esterco deixado nas pastagens ultrapassou 86 milhões de toneladas.

O problema desse acúmulo de esterco é que as fezes dos animais criados para consumo podem ter elevadas quantidades de metais pesados, assim como de agentes patogênicos e antibióticos, segundo o relatório.

A FAO destaca que a contaminação do solo prejudica a comida que comemos, a água que bebemos e o ar que respiramos, assim como a saúde de nossos ecossistemas.

Prioridade, mais resíduos e alimentos mais nutritivos 

“O potencial dos solos para enfrentar a contaminação é limitado e, por isso, a prevenção da contaminação dos solos deveria ser uma prioridade em todo o mundo.”

O relatório cita também que até 2025 o volume de resíduos sólidos gerados em centros urbanos deverá chegar a 2,2 bilhões de toneladas anuais no mundo todo. O número representa aumento de quase um bilhão de toneladas em comparação com 2012.

“Nossa sociedade quer alimentos mais nutritivos e seguros, livres de contaminantes e patógenos. Isso se reflete em nosso trabalho sobre como transformar nossos sistemas agroalimentares para uma melhor produção, melhor nutrição, um melhor ambiente e uma vida melhor, não deixando ninguém para trás”, diz o diretor geral da FAO, QU Dongyu.

Outro grave problema é o uso excessivo de pesticidas, que tem aumentado principalmente em países de renda média e baixa.

 

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