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Ativistas protestam contra o uso de lã no London Fashion Week

Segurando um cordeiro esfolado, uma das manifestantes chama atenção para as denúncias de animais feridos na extração de lã (Foto: PETA)

Ativistas da organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) estão protestando contra o uso de lã no London Fashion Week, que termina hoje em Londres. Segurando um cordeiro esfolado, uma das manifestantes chama atenção para as denúncias de animais feridos na extração de lã.

Segundo as manifestantes, usar lã é ser tão conivente com a crueldade quanto usar casacos de peles. No ano passado, a PETA divulgou alguns vídeos que mostram ovelhas sendo espancadas na extração de lã. As investigações feitas em 25 galpões da indústria de lã mostram funcionários dando socos, pisões e chutes na cabeça dos animais e os violentando com tosquiadeiras elétricas. As imagens foram registradas ao longo de 15 dias.

Realizado desde 1984, pela primeira vez no ano passado a Semana de Moda de Londres não contou com peles de animais. Mas a iniciativa não partiu do British Fashion Council (BFC), responsável pela realização do evento, mas sim dos estilistas, que decidiram não usar peles de animais e também priorizar coleções mais sustentáveis, demonstrando algum tipo de compromisso com o meio ambiente.

Porém é inegável que a pressão de ativistas dos direitos animais nos últimos anos contribuiu para que grandes grifes assumissem o compromisso de não lançar mais coleções baseadas em peles de animais. No YouTube, por exemplo, pululam vídeos que mostram a cruel realidade de visons e outros animais explorados e mortos em fazendas na América do Norte e na Europa em benefício da indústria da moda.

A pressão contra o uso de peles no London Fashion Week começou a ganhar força em 2016, quando houve um aumento do número de ativistas protestando a poucos metros da Somerset House.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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