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Singapura autoriza comercialização de mais carne cultivada

A companhia Eat Just confirmou ontem (15) que o peito de frango cultivado a partir de células por sua marca GOOD Meat já pode ser comercializado em Singapura. O produto foi aprovado pelo órgão regulador da cidade-estado – SFA.

Vale lembrar que há um ano a GOOD Meat garantiu a aprovação de seus empanados de frango, tornando-se a primeira marca mundial a comercializar carne cultivada a partir de células. Ou seja, livre de abate de animais e que pode ser replicada sem uso de animais.

Na próxima semana, o peito de frango começará a ser oferecido no JW Marriott Hotel. Em 2022, estará disponível em famosas barracas de comida de Singapura, como a Loo’s Hainanese Curry Rice – um negócio familiar de 74 anos.

“Muita coisa mudou no mundo no ano passado, mas uma coisa permaneceu a mesma: Singapura continua a liderar a transformação global para um sistema alimentar mais inteligente e sustentável. Estamos orgulhosos de comemorar nosso aniversário de um ano da primeira venda de carne cultivada com este importante anúncio”, declarou Josh Tetrick, cofundador e CEO da Eat Just.

Recorde em investimentos

Em setembro, a foodtech de proteínas alternativas GOOD Meat arrecadou US$ 97 milhões. Com isso, a empresa atingiu um valor de US$ 267 milhões em investimentos, estabelecendo um recorde para a indústria de carne cultivada.

“A Eat Just fez história quando seu frango cultivado foi vendido em um restaurante em Singapura no final de 2020. Agora o Catar está a caminho de se tornar o segundo lugar a permitir os produtos da GOOD Meat”, disse o CEO da empresa de investimentos Eat Beyond, Michael Aucoin.

“A carne cultivada é uma oportunidade única e estamos em um momento muito empolgante da história, prestes a reimaginar completamente nossos sistemas alimentares para reduzir os impactos negativos no meio ambiente e em nossa própria saúde.”

Aucoin também afirmou que é preciso impulsionar a demanda pelos produtos e ajudar a indústria a superar o maior desafio que enfrenta, que é a escalabilidade e a capacidade de tornar esses produtos competitivos em relação aos custos.

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David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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