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Startup desenvolve salmão à base de spirulina

“Este projeto é um marco emocionante na expansão da linha de produtos de nossa empresa à medida que entramos no mercado de substitutos de peixe” (Foto: SimpliiGood)

A startup israelense SimpliiGood, da Algaecore Technologies, está trabalhando em parceria com a IFF-Dupont no desenvolvimento de salmão defumado à base da microalga spirulina.

O papel da startup é fornecer matéria-prima, cor e textura de qualidade enquanto o da IFF-Dupont é garantir sabor e aroma.

Segundo a startup, o produto clean label que terá 40% de sua composição formada por proteínas será feito somente de cepa de spirulina de alta biodisponibilidade.

“Nossa spirulina pode atuar como uma substituta completa de proteínas de origem animal ou ser facilmente integrada a produtos alimentícios como um ingrediente de valor agregado, pois possui sabor neutro e mantém todo o seu valor nutricional”, diz o CEO e cofundador da Algaecore, Lior Shalev.

“Este projeto é um marco emocionante na expansão da linha de produtos de nossa empresa à medida que entramos no mercado de substitutos de peixe.”

De acordo com a Algaecore, a produção de salmão defumado à base de spirulina é possível graças a dois avanços tecnológicos.

O primeiro permite texturizar pedaços de spirulina para que se assemelhem ao salmão, enquanto o segundo isola o pigmento betacaroteno nativo da spirulina para dar à alternativa de salmão uma autêntica cor laranja.

Em Israel, a SimpliiGood já lançou alternativas à carne à base de spirulina, como búrgueres e empanados. A empresa também já comercializa sorvetes a partir da microalga.

Uma pesquisa divulgada pela Markets and Markets em 2021 avalia que o mercado de algas pode atingir um valor de R$ 5,27 bilhões até 2026, com uma taxa de crescimento anual composta de 13,2%.

Isso significa mais do que o dobro em relação a 2020, quando o mercado alcançou um valor de R$ 2,5 bilhões. Sobre a justificativa de crescimento, a pesquisa também destaca que as algas são ricas em proteínas e contêm todas as fontes de aminoácidos essenciais em várias concentrações.

São apontadas como boa alternativa para consumidores veganos, vegetarianos e para aqueles que querem reduzir o consumo de carne e de outros alimentos de origem animal. “E o rendimento da proteína de algas é superior quando comparado com culturas terrestres como as leguminosas.”

Saiba Mais

A SimpliiGood cultiva spirulina em um sistema de tanques de capacidade de 90 metros cúbicos alojados em estufas situadas na região naturalmente ensolarada do deserto do sul de Israel. Cerca de 98% da água utilizada no processo é reciclada. A empresa produz 50 toneladas de espirulina por ano, com colheita a cada 24 horas, tornando-se uma fonte de proteína altamente viável comercialmente.

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David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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