Tem violência no sorvete

Sonhou com um bezerro preso numa casquinha de sorvete. Não havia sorvete, só o pequeno bovino entalado que sangrava sem parar. Sangue era estranha cobertura que não cobria nada, muito pelo contrário – emergia de suas já violadas entranhas, ocultadas por um algo comestível que não evoca violência. “Mugia e gemia, e quanto mais fazia […]