O vegetariano que supostamente viveu 256 anos

Li Ching-Yuen se exercitava todos os dias e se alimentava em horários regulares

Li também não consumia bebidas alcoólicas nem fumava (Acervo: Sanctuary of Tao)

O chinês Li Ching-Yuen, também conhecido como Li Ching-Yun, supostamente viveu até os 256 anos. Ao longo da vida, perdeu 23 esposas. Se sua longevidade um dia fosse comprovada, isso significaria que ele superou de longe a francesa Jeanne Calment que morreu com 122 anos e 164 dias, e chegou a ser considerada a mulher mais idosa do mundo.

De acordo com matéria publicada no New York Times em 6 de maio de 1933, Li-Ching era de Qi Jiang Xian, na província de Szechuan, e acredita-se que o chinês nasceu em 1677. Sobre a suposta longevidade de Yun, descobriram que ele era um médico especialista em ervas medicinais, mestre de qigong e consultor tático. Dizia que o segredo para uma vida longa é manter o coração calmo, sentar como uma tartaruga, andar alegre como um pombo e dormir como um cão. A frase jamais foi esquecida por Wu Pei-Fu, um senhor da guerra chinês que teve grande influência no país entre 1916 e 1927.

Li despertou a paixão por colher ervas com apenas dez anos. À época, já tinha viajado para Kansu, Tibet, Annam, Sian e Manchúria. Pouco tempo depois, emigrou para Kai Hsien, onde conheceu mestres de renome do taoismo que ensinaram-lhe a alquimia interna, o chi kung e a arte secreta de como usar ervas para se manter saudável e alcançar a longevidade. Na fase adulta, após se tornar um mestre das ervas e das artes marciais, começou a comercializar as plantas que coletava. Com 71 anos, se juntou ao Exército Provincial do comandante Yeuh Jong Chyi, assumindo a função de professor de artes marciais e conselheiro tático.

Em 1933, ao retornar à sua terra natal, Li-Ching morreu de causas naturais, então o general Yang designou uma equipe para investigar o passado do homem. Yun dizia ter nascido em 1734. Entretanto, uma equipe de pesquisadores da Universidade Minkuo alegou ter encontrado registros de que Li nasceu em 1677. Supostamente, as principais provas eram alguns documentos do Governo Imperial Chinês o parabenizando pelos aniversários de 150 e 200 anos. Segundo depoimentos de pessoas que conheceram Yun, ele aparentava ter menos de 70 anos.

Dizem que Li não consumia bebida alcoólica nem fumava. Também era vegetariano estrito. Fazia refeições em horários regulares e tomava um suco à base da fruta goji, abundante em aminoácidos. Entre outros hábitos, o chinês dormia cedo e acordava cedo todos os dias. Não passava um dia sem praticar exercícios físicos e também meditava muito, chegando a ficar horas sem se mover, com os olhos fechados e as mãos no colo.

Defensores de sua história argumentam que a meditação pode ter reduzido o envelhecimento natural do cérebro de Yuen, impedindo o encolhimento cerebral. Dessa forma, ele pode ter alcançado um condicionamento psicológico e emocional que permitiu uma compreensão diferenciada da realidade, o impedindo de ser atingido por questões que normalmente afetam os seres humanos e reduzem sua expectativa de vida. Entretanto, a verdade é que até hoje ninguém sabe se Li Ching-Yun realmente viveu tanto, mas sua história tornou-se inspiradora enquanto estilo de vida.

Referências

Li Ching-Yun Dead. New York Times (6 de maio 1933)

256 Year Old Chinese Herbalist Li Ching-Yuen, Holistic Medicine, and 15 Character Traits That Cause Diseases. Four Winds 10 (28 de junho de 2013)

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