De acordo com estatísticas da divisão de pesquisa de mercado da Alibaba, a Tmall Inovation Center, de 2019 a 2020 a venda de leites vegetais na China cresceu 800%.
O que tem estimulado esse crescimento são as predileções de consumo da população mais jovem do país, que busca cada vez mais por alternativas não lácteas.
O aumento tem motivado marcas dos EUA e da Europa a levarem seus produtos para o país. Um exemplo é a Oatly, da Suécia, e outro é a Califia Farms, que em outubro disponibilizou seus leites vegetais à base de aveia e amêndoas para os consumidores chineses.
Segundo o CEO da Califia Farms, Greg Steltenpohl, a China oferece uma grande oportunidade para fabricantes de leites vegetais.
“Ficamos agradavelmente surpresos com a adoção instantânea dos nossos produtos pelos consumidores chineses e pela forte afinidade com a nossa marca.” Steltenpohl também lembrou que a China foi pioneira no desenvolvimento de leites vegetais, e muito antes de se tornar tendência nos EUA.
O que também favorece esse mercado é o elevado percentual da população que sofre com intolerância à lactose no leste asiático. Em algumas localidades, podendo variar de 70 a 100%.
Com 1,38 bilhão de habitantes, a China se tornou um dos países mais visados por empresas internacionais que estão produzindo não apenas alternativas aos laticínios, mas também à carne e ovos.
Em 2018, o instituto de pesquisas Plant & Food (PFR), da Nova Zelândia, em parceria com a empresa de pesquisa de mercado Mintel e o Ministério das Indústrias Primárias da Nova Zelândia, concluiu uma pesquisa que revelou que 39% da população da China já vinha reduzindo o consumo de carne – o que inclui chineses e estrangeiros vivendo no país.
Os participantes que representam esse percentual informaram que priorizam o tofu e as algas marinhas, além de outras e novas fontes de proteínas de origem vegetal. O resultado chamou a atenção do governo da Nova Zelândia que tem a China como um dos maiores destinos de suas exportações.
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