Notícias

Venda de alimentos à base de plantas cresce 20% em 2018

Michele: ““A indústria de alimentos à base de plantas deixou de ser um nicho de mercado para se tornar Mainstream [uma tendência dominante]” (Acervo: PBFA)

De acordo com a Plant Based Foods Association, uma associação comercial que representa 114 das empresas que produzem alimentos para vegetarianos e veganos nos Estados Unidos, o mercado de produtos alimentícios sem ingredientes de origem animal já atingiu 3,3 bilhões de dólares em vendas em 2018.

Em 2017, e no varejo, a venda de produtos alimentícios baseados em plantas foi de 8% e este ano já subiu para 20%. Por outro lado, a venda de alimentos de origem animal cresceu apenas 2%. “A indústria de alimentos à base de plantas deixou de ser um nicho de mercado para se tornar Mainstream [uma tendência dominante]”, informa a diretora executiva da Plant Based Foods, Michele Simon, acrescentando que esse crescimento se deve ao fato de até mesmo pessoas que não são vegetarianas nem veganas estarem comprando e consumindo produtos vegetarianos e veganos.

Essas informações fazem parte de uma pesquisa que a PBFA encomendou junto à Nielsen, uma das maiores fornecedoras de pesquisa de mercado do mundo. O relatório também informa que alternativas de origem vegetal aos produtos lácteos tiveram um crescimento surpreendente de 50% em vendas já registrado em 2018.

“Os novos dados confirmam o que estamos ouvindo e vendo todos os dias de nossos membros. As vendas aumentaram, o investimento está aumentando e novos empregos estão sendo criados na indústria de alimentos [de produtos de origem vegetal]”, destaca Michele.

A venda de cremes à base de plantas aumentaram em 131%, com 109 milhões de dólares em vendas; iogurtes à base de plantas cresceram 55% em vendas, somando 162 milhões de dólares; queijos à base de plantas chegaram a 124 milhões de dólares, registrando crescimento de 43%; e carnes à base de plantas registraram aumento de 24% em vendas – chegando a 670 milhões de dólares.

 

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

4 semanas ago

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal?

Foi o fator econômico que acabou com a escravidão e levará à libertação animal? Há…

1 mês ago

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos?

O que comemoramos quando mais animais são mortos e consumidos? Em 2024, o Brasil bateu…

1 mês ago

O consumo humano transforma animais em prisioneiros de seus próprios corpos

A prisão é o corpo: além do matadouro O consumo humano transforma animais em prisioneiros…

2 meses ago

Animais, pela ética do amor ou do cuidado?

Amor ou justiça: por que a ética do cuidado é mais eficaz A premissa de…

2 meses ago

Por que não é uma boa ideia usar o termo “feito de plantas”

Pode parecer coerente usar o termo “feito de plantas” em relação a alimentos ou pratos…

2 meses ago