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Belgas estão mais satisfeitos com as alternativas à carne

“De muitas maneiras, os dados dessa pesquisa confirmam o que muitos de nós podemos ver nos supermercados” (Foto: Lauri Patterson/Getty)

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Bath em parceria com a organização Gaia, a quantidade de belgas mais satisfeitos com as alternativas à carne subiu para 51% em 2020. O percentual é baseado em entrevistas com mil pessoas.

“Um número crescente de indivíduos na Bélgica está trocando a carne pelas alternativas à base de vegetais”, destaca um comunicado oficial da Universidade de Bath, acrescentando que preocupações envolvendo agropecuária e meio ambiente estão influenciando novas escolhas alimentares.

“De muitas maneiras, os dados dessa pesquisa confirmam o que muitos de nós podemos ver nos supermercados: alternativas à carne e a outros produtos de origem animal estão em ascensão”, diz o coordenador da pesquisa, Dr. Chris Bryant, do Departamento de Psicologia da Universidade de Bath.

A iniciativa também revelou que 40% dos consumidores belgas comprariam carne cultivada a partir de células in vitro. Os homens demonstraram maior interesse pelo produto enquanto as mulheres destacam-se no interesse por alternativas à base de vegetais. Na Bélgica, a região do Flandres é a mais receptiva às proteínas alternativas.

Produção de carne e problemas éticos, ambientais e de saúde

“Em apenas um ano, vimos um aumento significativo do número de consumidores belgas satisfeitos com alternativas à base de vegetais, com o percentual passando para pouco mais da metade em 2020”, frisa Bryant.

Coautor do estudo e consultor da Gaia, Hermes Sanctorum destaca que hoje é de conhecimento público que a produção de carne é um fator-chave para uma série de problemas éticos, ambientais e de saúde pública.

“É uma boa notícia que estamos vendo os consumidores se voltando para as alternativas [aos alimentos de origem animal]. O que já temos – alternativas à base de vegetais que são cada vez mais populares. O que está por vir – a carne cultivada – que tem um potencial estável. E ambas as opções parecem se complementar como solução, de acordo com nosso estudo, uma vez que são atrativas para diferentes categorias de consumidores”, conclui Sanctorum.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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