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Britânicos economizam bilhões de libras ao cortarem o consumo de carne

No Reino Unido, Londres é a maior referência quando se fala na abstenção do consumo de alimentos de origem animal (Foto: iStock)

Seguir uma dieta sem carne e outros alimentos de origem animal é caro? Não, caro é se alimentar de carnes e laticínios, segundo uma pesquisa encomendada pela marca Linda McCartney Foods, que entrevistou milhares de adultos no Reino Unido.

De acordo com o relatório, os consumidores britânicos que reduziram ou cortaram o consumo de carne nos 12 meses de 2018 economizaram juntos 2,8 bilhões de libras esterlinas em 2018, o equivalente a mais de 13 bilhões de reais. O estudo também concluiu que se a tendência da redução e abstenção do consumo de alimentos de origem animal prosseguir no mesmo ritmo no Reino Unido, a previsão é de que o número de vegetarianos e veganos ultrapasse o número de pessoas que se alimentam de animais em 2023.

Mais de mil entrevistados declararam que o número de adeptos do veganismo deve crescer mais em 2019 do que em qualquer outro ano. “Há várias motivações que levam as pessoas a alterarem seu comportamento, incluindo ética, economia, meio ambiente, saúde e acessibilidade. Portanto, na maioria das vezes, é uma combinação de fatores que forçam os consumidores a repensarem suas dietas diárias”, justificou o diretor da agência de tendências alimentares The Food People, Charles Banks.

Ainda de acordo com o estudo, um quarto dos participantes revelou que já não gosta tanto de carne quanto antes e que isso se deve em parte à disponibilidade de melhores alternativas vegetarianas e veganas. A acessibilidade em relação a alimentos vegetarianos e veganos no Reino Unido é considerada um grande diferencial na abstenção do consumo de animais.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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