De acordo com uma publicação da Forbes, o consumo de laticínios deve cair 27% até 2023 enquanto o de alternativas à base de vegetais deve crescer 108%. A projeção considera um período de dez anos, ou seja, de 2013 a 2023.
A previsão vai ao encontro de um relatório publicado recentemente pela Persistence Market Research, que sustenta que o mercado global de laticínios está passando por um período de turbulência impulsionado por sucessivas crises e pelo crescimento da oferta e consumo de alternativas à base de vegetais em um número cada vez maior de países.
“Produtos à base de vegetais estão evoluindo como substitutos perfeitos dos produtos de origem animal, pois contam como uma composição nutricional relevante”, avalia a empresa de pesquisa de mercado, acrescentando que opções como leite de soja, de amêndoas e de coco figuram entre as mais populares e principalmente nos países onde a população tem maior poder de compra.
A pesquisa também destaca que quanto mais pessoas abdicam ou reduzem o consumo de alimentos de origem animal, mais isso beneficia o mercado de alternativas não lácteas. E essa mudança na maneira de se alimentar pode ter diversas motivações. No entanto, a pesquisa o impacto ambiental.
“Por exemplo, as principais organizações internacionais como a OMS (Organização Mundial da Saúde), FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) e o IPCC (Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas) clamam por uma mudança global para dietas baseadas em vegetais”, frisa o relatório.
Vale lembrar que uma pesquisa divulgada neste mês de novembro pela Global Market Insights aponta que o mercado global de leites vegetais deve registrar o maior período de crescimento até 2026 – chegando a uma receita equivalente a mais de R$ 120 bilhões.
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