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Cresce número de consumidores trocando o bacon por versões vegetais

Um crescente número de consumidores tem trocado o bacon tradicional por versões vegetais – os motivos alegados vão desde o impacto da gordura subcutânea suína na saúde humana à motivação ética de não alimentar-se de animais.

Como resultado, a estimativa é de que as vendas de alternativas ao bacon cresçam mais de 66% até 2030, atingindo um valor de mais de US$ 2 bilhões, segundo um relatório da CMI.

Dos países da América Latina com maior potencial de crescimento da oferta de bacon vegetal, a publicação destaca Brasil, Argentina e México, com base em um interesse e demanda já expressivos.

“A previsão é de crescimento em economias emergentes. Muitas empresas do segmento alimentício estão também incorporando o bacon vegano em lanches, pizzas e aperitivos.”

De acordo com a CMI, as alternativas vegetais ao bacon tendem a ocupar um espaço cada vez mais significativo entre as ofertas de carnes vegetais.

“O número crescente de novas startups que oferecem bacon vegano e a expansão da indústria de food service impulsionarão ainda mais esse crescimento.”

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o consumo de carnes processadas como presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela, peito de peru e blanquet, entre outros, pode aumentar a chance de desenvolvimento de câncer. O Inca estima 704 mil casos de câncer por ano no Brasil até 2025.

O consumo de carne processada e o elevado consumo de carne vermelha também já foram associados a outras doenças, incluindo cardiovasculares. Em dezembro de 2022, a  Associação Médica Americana publicou em seu periódico Jama Neurology um estudo associando o consumo de carne processada e outros produtos ultraprocessados ao declínio cognitivo.

Saiba Mais

A Coherent Market Insights, mais conhecida como CMI, é uma empresa de análise de mercado.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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