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Documentário sobre carne cultivada tem produção de Moby e narração de Jane Goodall

Filme foi apresentado em 12 festivais e outros eventos em 2021 (Fotos: Divulgação/David Levene/The Guardian)

Dirigido pela premiada cineasta Liz Marshall, de “The Ghosts in Our Machine”, o documentário “Meat the Future”, que apresenta o presente e discute o futuro da carne cultivada, tem produção executiva do músico vegano Moby e narração da primatologista Jane Goodall.

Apresentado em 12 festivais e outros eventos em 2021, o filme foi desenvolvido ao longo de cinco anos. “É uma revolução na produção de alimentos, propondo uma forma sustentável de alimentar o mundo no futuro sem a necessidade de criar e abater animais”, informa “Meat the Future”.

Segundo Moby, o documentário é sobre o notável desenvolvimento da carne cultivada e visa levar informações que evitem interpretações equivocadas. “É algo que pode nos ajudar a salvar o único lar que temos em nossa luta contra as mudanças climáticas”, diz o músico.

Jane Goodall também faz uma observação otimista sobre o que é apresentado em “Meat the Future”: “Estou animada com o documentário porque é focado em soluções. O filme propõe um caminho a seguir para reduzir o metano, reduzir o uso da água e da terra, diminuir o sofrimento dos animais e prevenir surtos virais. Espero que desperte a imaginação e inspire mudanças.”

“Meat the Future” tem como destaque o cardiologista Uma Valeti, cofundador da Upside Foods (ex-Memphis Meats), uma das startups de maior visibilidade no cenário global quando o assunto é carne cultivada. Hoje, Valeti tem como prioridade a redução de custos para que o produto chegue ao consumidor final com preço acessível.

Impacto ambiental da carne

O documentário destaca que a agropecuária ocupa hoje cerca de 45% da superfície global da terra e é responsável por uma grande parte dos danos causados envolvendo degradação do solo, poluição do ar, escassez de água, poluição da água e perda de biodiversidade.

“Pesquisas mostram que seus impactos diretos nas mudanças climáticas são de pelo menos 14,5% das emissões globais de gases de efeito estufa. O advento da carne ‘baseada em células’ apresenta uma alternativa para virar o jogo”, frisa o filme.

“Por exemplo, em comparação com a carne bovina convencional, estima-se que a carne bovina a partir de células reduz o uso da terra em mais de 95%, as emissões de mudanças climáticas em 74% a 87% e a poluição de nutrientes em 94%.”

“Meat the Future” ressalta ainda que os indicadores sugerem que a demanda global por carne dobrará até 2050. “A pesquisa também indica que o consumo de carne pode ser reduzido pela metade nos países de alta renda até 2030.”

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David Arioch

Jornalista e especialista em jornalismo cultural, histórico e literário (MTB: 10612/PR)

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