Uma pesquisa da Markets and Markets concluída neste mês de setembro destaca que o mercado de alternativas à carne pode mais do que dobrar até 2027.
A estimativa é de que até o final de 2021 o mercado chegue a um valor de US$ 1,9 bilhão, o que já significa um crescimento bem significativo em relação a 2020.
Mas para 2027 a projeção é ainda melhor. A empresa de pesquisa de mercado prevê um total de US$ 4 bilhões, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 13,5%.
O valor inclui alternativas a partir da proteína de soja, de trigo, ervilha e outras fontes – e produtos como tofu, tempeh, seitan e micoproteína (a partir de fungos), entre outros.
Como destacado também em outras pesquisas sobre o assunto, o mercado é impulsionado pela crescente conscientização dos consumidores sobre os benefícios dos alimentos de origem não animal.
“A América do Norte é responsável pela maior participação no mercado de alternativas à carne devido aos investimentos e à demanda dos consumidores por produtos veganos.”
O tempeh é citado como um dos produtos que terá maior participação no mercado até 2027. “É um excelente substituto da carne moída e oferece vários benefícios à saúde”, avalia a Markets and Markets.
“Por exemplo, ajuda a aumentar os anticorpos e a diminuir os níveis de açúcar, o que reduz o risco de diabetes. Também contribui na redução dos níveis de colesterol, o que ajuda a diminuir o risco de doenças cardíacas.”
A soja deve continuar sendo o segmento com maior participação no mercado. “A proteína de soja tem sido um dos ingredientes preferidos para garantir ao produto final a textura de carne”, acrescenta a pesquisa.
Para os produtos que visam mimetizar o aspecto da carne, a versão texturizada tem atraído maior interesse do que a versão isolada ou concentrada. “Além disso, é a fonte vegetal mais barata disponível no mercado global.”
A Markets and Markets frisa ainda que o aumento da população vegana e flexitariana no mundo todo tem estimulado o mercado de alternativas à carne.
Saiba Mais
A Markets and Markets também cita o crescente interesse da indústria alimentícia pela proteína de ervilha como ingrediente para novos produtos.
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