Categorias: Destaques

Estimativa de animais mortos na Austrália sobe para 1,25 bi

Total diz respeito às espécies atingidas em uma área de 8,4 milhões de hectares de matas nativas, florestas e parques (Foto: Matthew Abbott /New York Times /Redux)

De acordo com informações divulgadas esta semana pela organização WWF-Austrália, a estimativa de animais mortos em incêndios florestais na Austrália agora é de 1,25 bilhão. O total diz respeito às espécies atingidas em uma área de 8,4 milhões de hectares de matas nativas, florestas e parques.

O relatório também aponta que aproximadamente 1/3 da população de coalas, um dos animais mais icônicos do país, foi dizimado pelos incêndios em Nova Gales do Sul. Até a semana passada o governo australiano continuava divulgando como estimativa oficial um total de 480 milhões de animais mortos. No entanto, também foi nesta semana que houve o reconhecimento de que o cenário é pior do que se imaginava.

O professor de ecologia da Universidade de Sydney, Christopher Dickman, que produziu um relatório que serviu de referência às estimativas, já havia publicado um artigo explicando que 480 milhões de animais mortos é um número bem abaixo da realidade.

“Os autores deliberadamente empregaram estimativas altamente conservadoras ao fazer seus cálculos. A verdadeira mortalidade provavelmente será substancialmente mais alta do que a estimada”, declarou em artigo publicado pela Universidade de Sydney no fim de semana.

“Muitos dos animais afetados provavelmente foram mortos diretamente pelos incêndios, enquanto outros sucumbiram mais tarde devido ao esgotamento dos recursos alimentares e de abrigo, além da predação de felinos selvagens introduzidos, assim como as raposas vermelhas.”

A Austrália, que conta com mais de 300 espécies nativas de mamíferos, possui 244 que são encontradas somente no país. Ou seja, em nenhum outro lugar do mundo.

“Cerca de 34 espécies e subespécies de mamíferos nativos foram extintas na Austrália nos últimos 200 anos, a maior taxa de perda para qualquer região do mundo”, lamenta.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

1 semana ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

2 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

3 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

4 semanas ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

1 mês ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

2 meses ago