Em 54 países, há 3029 golfinhos mantidos em cativeiro e usados como atrações em 336 delfinários. São animais confinados a espaços até 200 mil vezes menores do que a extensão de seu habitat, de acordo com a ONG World Animal Protection (WAP).
E se esses animais continuam sendo confinados para apreciação humana é porque há espectadores. No Brasil, por exemplo, a Latam e a CVC Viagens comercializam pacotes que incluem visitas a delfinários.
Imagine como seria ser capturado de um ambiente natural em que se tem liberdade de ir e vir para viver em um pequeno espaço onde alguém te diz diariamente o que fazer ou não fazer?
Além disso, golfinhos vivem situações diárias em que são puxados pelas nadadeiras, têm de suportar treinadores sobre suas costas, empurrá-los para fora da água com o focinho, girar em círculos na beira da piscina e usar chapéus e óculos, além de outros exemplos que se opõem à sua natureza.
Infelizmente o cenário para 2020 não parece tão auspicioso quanto deveria. Na China, por exemplo, o número de parques temáticos marinhos duplicou de 2015 a 2019, ultrapassando 80 parques aquáticos marinhos. Outros países que também se destacam nesse tipo de “entretenimento” são Estados Unidos, México, Espanha, Rússia e Japão, além do Caribe.
“A boa notícia é, que segundo nossa pesquisa, 90% dos brasileiros [em viagem ao exterior] que estiveram em atrações com golfinhos prefeririam observá-los livres na natureza”, informa a WAP, acrescentando que os golfinhos nariz-de-garrafa são seis vezes mais propensos a morrer após a captura.
E acrescenta: “Construídos de forma artificial e cheios de cloro, esses tanques minúsculos nem chegam perto de simular a complexidade dos oceanos e praias.” Por isso a ONG criou uma petição pedindo que o Grupo Expedia, que mais vende ingressos para esse tipo de evento, deixe de contribuir com os delfinários.
Se você é contra entretenimento com golfinhos, você pode assinar a petição clicando aqui.
A World Animal Protection defende que, como muitos golfinhos utilizados como entretenimento não sobreviveriam na natureza, que eles sejam remanejados para santuários da vida marinha.
“Estamos pedindo aos locais que façam a transição de seus modelos de negócios, afastando-se da crueldade contra os animais imediatamente, e que deixem de reproduzir ou capturar golfinhos.”
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