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Fazenda Futuro lança Burger 2030

De acordo com a Fazenda Futuro, o novo produto, que traz gordura de coco na composição, é mais suculento do que os anteriores

A foodtech Fazenda Futuro anunciou esta semana o lançamento da nova versão do seu búrguer vegetal – Burger 2030. Segundo a marca, houve redução da quantidade de calorias, sódio e gordura em relação às versões anteriores.

A escolha do nome remete aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela ONU até 2030, um apelo global que inclui medidas de proteção ao meio ambiente e ao clima. Como o Futuro Burger é um produto à base de vegetais, a referência é ao fato de não contribuir com o impacto ambiental provocado pela agropecuária.

“Acreditamos que mudanças em relação ao consumo de carne animal são extremamente necessárias e urgentes, foi por isso que criamos a Fazenda Futuro”, comenta Marcos Leta, fundador da marca.

Mais parecido com a versão de origem animal

De acordo com a Fazenda Futuro, o novo produto, que traz gordura de coco na composição, é mais suculento do que os anteriores. Isso significa que um dos objetivos foi torná-lo mais parecido com a versão de origem animal, visando atrair também consumidores de carne.

Este mês a empresa anunciou que seus produtos começarão a ser comercializados nos EUA a partir de março. No Reino Unido, quatro dos cinco lançamentos da Fazenda Futuro já estão à venda na rede de supermercados Sainsbury’s.

“Como foodtech, estamos sempre nos reinventando e procurando melhorar em termos de sabor, sustentabilidade e saudabilidade. Sabemos como esses pilares são importantes para o nosso público, assim como para nós. O Futuro Burger 2030 chega para marcar uma nova era na empresa e no mercado de plant-based, com uma nova tecnologia que nos permitirá atualizar todos os nossos produtos”, explica Marcos.

Mudança na embalagem

Outro diferencial é que a nova embalagem do Futuro Burger se degrada em um período de dois a cinco anos.

“O Eco-One é formado por compostos orgânicos que, quando adicionados na cadeia do polímero do plástico, atraem micro-organismos, ao serem colocados em um ambiente microbiano ativo, como nos lixões e aterros sanitários, onde os fungos e bactérias formarão colônias de decomposição, promovendo a biodegradação deste material. Em pouco tempo esses plásticos se transformarão em húmus e CH4.”

A nova embalagem substituirá, a longo prazo, a antiga que já possuía certificado da EuReciclo, o que, segundo a Fazenda Futuro, garante a compensação de 100% das embalagens através de logística reversa.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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