Lançado na semana passada na ITB Berlim, uma das maiores feiras de turismo do mundo, o mais recente relatório da organização Proteção Animal Mundial informa que milhares de golfinhos e baleias ainda sofrem em aquários.
De acordo com o levantamento, os problemas na exploração desses animais como entretenimento vão desde instalações inadequadas a maus-tratos físicos e psicológicos.
O relatório também aponta que na natureza animais como baleias e golfinhos nadam de 50 a 225 km por dia, e mergulham centenas de metros de profundidade, o que é impossível em aquários, e como consequência isso afeta a saúde dos animais.
Em decorrência das muitas limitações impostas, baleias e golfinhos desenvolvem precocemente problemas de saúde que incluem estresse extremo, comportamentos neuróticos e níveis anormais de agressividade; e isso independe de terem sido retirados da natureza ou criados em cativeiro.
Golfinhos nariz-de-garrafa, por exemplo, têm seis vezes mais chances de morrer após serem capturados na natureza e transportados de um local a outro. O que também tem gerado preocupação é que nos últimos quatro anos o número de parques temáticos aquáticos aumentou de 39 para 76 na China.
O relatório “O problema dos mamíferos marinhos em cativeiro” conclui que orcas e golfinhos não devem ser exibidos em parques e aquários. Em São Paulo, o vereador Reginaldo Tripoli (PV) protocolou recentemente na Câmara Municipal um projeto de lei que visa proibir a instalação de novos aquários na cidade.
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