Cattle next to heat spots in Lábrea, Amazonas state. One month after a presidential decree forbidding fires in the Amazon and Pantanal, Greenpeace flew over Amazonas and Rondônia states to verify how efficient the measure was. Even with the Fire Moratorium, we registered several live heat spots. Every year, Greenpeace Brazil flies over the Amazon to monitor deforestation build up and forest fires. In August, 2020, flights were made over points with Deter (Real Time Deforestation Detection System) and fire warnings and Prodes (Brazilian Amazon Satellite Monitoring Project), made by Inpe (National Institute for Space Research), in Amazonas and Rondônia states. Gado próximo a Focos de Calor no município de Lábrea (AM). Um mês após a publicação do decreto presidencial que proíbe as queimadas na Amazônia e no Pantanal, sobrevoamos os estados do Amazonas e Rondônia para verificar a eficiência da medida e, mesmo com a proibição, localizamos diversos focos de calor ativos. Todos os anos, o Greenpeace Brasil realiza uma série de sobrevoos de monitoramento para registrar o avanço do desmatamento e das queimadas na Amazônia. Em agosto de 2020, monitoramos pontos com alertas Deter e de pontos de calor e Prodes 2019, do Inpe.
No primeiro projeto de lei encaminhado pelo Executivo federal (PL 1/2023), um documento de 44 páginas que visa instituir a Política Nacional de Longo Prazo, o governo cita que o aumento populacional dos países emergentes e os conflitos mundiais exercerão pressão na demanda por alimentos no mundo.
“A demanda por alimentos está se deslocando para um maior consumo de carnes e laticínios, além de outros alimentos de produção intensiva, o que pode vir a ocasionar graves repercussões no uso sustentável dos recursos naturais”, consta no PL encaminhado esta semana à Câmara dos Deputados.
“Nas próximas décadas, a vulnerabilidade dos sistemas ambientais, a continuidade da ocorrência de eventos climáticos extremos e o debate sobre as questões relacionadas às mudanças do clima demandarão um modelo de desenvolvimento econômico sustentável”, consta no projeto de lei.
Citando dados da Embrapa, o documento destaca que no ritmo atual o mundo consumirá 50% mais água em 2030. “A demanda urgente e a competição por água entre a agricultura [principalmente a agropecuária], indústria e áreas urbanas estão esgotando os recursos hídricos.”
A proposta que cria a Política Nacional de Longo Prazo reforça que a intensificação da urbanização e o aumento da demanda por alimentos causarão pressão sobre os recursos hídricos.
“Gerando necessidade de gestão mais efetiva do uso da água para fins de consumo humano e em atividades econômicas, sobretudo nos países em desenvolvimento e com elevada produção agropecuária, como o Brasil.”
O PL chama atenção para a importância de novas tecnologias, gestão logística e melhoria da eficiência no uso de terras cultiváveis, na gestão da água e uso de fertilizantes.
“Serão primordiais para garantir a produção sustentável, o abastecimento global e minimizar desperdícios, frente às crescentes demandas por alimentos.”
O Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Águas (ANA), também citados no projeto de lei, retira atualmente em torno de 60% da água de suas bacias hidrográficas para a agricultura, principalmente para a agropecuária.
“Os efeitos físicos das mudanças climáticas, como temperaturas mais altas, aumento do nível do mar e eventos climáticos extremos, afetarão todos os países. Essas alterações provavelmente restringirão a disponibilidade de terras cultiváveis no mundo…”
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