Notícias

Indústria de alimentos veganos cresce 72% na Argentina

A previsão da Vegan Nature para 2021, já operando também a nova fábrica em San Martín, na província de Buenos Aires, é atingir uma receita anual de pelo menos R$ 13,6 milhões (Fotos: Divulgação)

Depois de registrar crescimento de 72% no período de um ano, a indústria de alimentos argentina Vegan Nature anunciou este mês a inauguração de uma nova fábrica com capacidade de produção 400% maior do que a atual.

Além da demanda interna, o que também motivou esse investimento equivalente a mais de R$ 1,3 milhão é o interesse em começar a exportar seus produtos, que deverão ultrapassar o volume de 200 mil unidades por mês.

Segundo o presidente da Vegan Nature, Francisco Piñero Pacheco, para alcançar um mercado mais amplo é preciso fazer investimentos permanentes.

A previsão para 2021, já operando também a nova fábrica em San Martín, na província de Buenos Aires, é atingir uma receita anual de pelo menos R$ 13,6 milhões.

O valor deve ser alcançado por meio da oferta de alternativas à carne (assim como carnes vegetais), queijos, sorvetes e leites vegetais – também sob suas marcas Nuestra Casa Vegana, Green Think, Augusta, Plant Based Grill e Mr Curry, que juntas somam mais de 70 opções de produtos comercializados em mais de mil pontos de venda na Argentina.

Os sorvestes são à base de leite de amêndoas e castanhas, e os queijos são de castanha-de-caju e de outros tipos de castanhas. Entre as alternativas à carne, estão opções à base de lentilhas e grão-de-bico. Segundo Piñero Pacheco há cada vez mais pessoas buscando alimentos veganos no país.

A estimativa é de que o consumo desses produtos tenha aumentado em 50% na Argentina em 2020. “Por isso tivemos que expandir nossa infraestrutura, porque estávamos em plena capacidade.”

Saiba Mais

A Vegan Nature foi fundada na Argentina em 2011, mas só começou a operar como indústria no país a partir de 2015, quando abriu três fábricas na província de Buenos Aires, além de encomendar produção de outras quatro fábricas para suprir sua demanda.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

Posts Recentes

O bezerro no prato e o som de tripa de carneiro

Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…

2 semanas ago

O abate que (quase todos) ignoram

No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…

3 semanas ago

Uma reflexão sobre a violência por trás do leite

No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…

4 semanas ago

Por que ser cruel com os animais?

Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…

1 mês ago

Ser vegano “é coisa de mulher”?

Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…

2 meses ago

Uma crítica ao “veganismo de mercado” a partir do pensamento de Habermas

Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…

3 meses ago