Todas as pesquisas publicadas nos últimos anos sobre o mercado de alternativas aos laticínios têm apontado um futuro promissor para o segmento, e nem poderia ser diferente considerando o crescente interesse global dos consumidores por opções não lácteas.
As motivações, claro, variam bastante, mas juntas reforçam que a tendência é de que versões vegetais de leites, iogurtes, queijos, sorvetes e cremes ocupem cada vez mais espaços em supermercados de diferentes partes do mundo.
Hoje, preço e acessibilidade ainda são barreiras que podem dificultar o consumo desses produtos por parcela maior da população. Ainda assim, há uma mudança em andamento. Um exemplo recente que reflete essa realidade é uma pesquisa realizada pela empresa de análise de mercado Markets and Markets e divulgada ontem (11).
O relatório aponta que o mercado de alternativas aos laticínios pode crescer mais de 78% até 2026, ou seja, subindo de um valor equivalente a R$ 121,29 bilhões para R$ 217,89 bilhões; e isso em apenas cinco anos como resultado de uma projeção que considera maior circulação desses produtos alimentícios.
A pesquisa considera o potencial de produtos das categorias leite, queijo, iogurte, sorvete e cremes e matérias-primas como soja, amêndoas, coco, aveia, arroz e cânhamo.
Com uma taxa de crescimento anual composta de 10,3% até 2026, o mercado de alternativas aos laticínios tem sido impulsionado por três fatores, de acordo com a pesquisa – crescimento da população vegana, de consumidores reduzindo ou querendo reduzir o consumo de laticínios e de intolerantes à lactose.
“O segmento de iogurte deve garantir a maior taxa de crescimento anual composta no período de previsão”, informa a Markets and Markets, acrescentando que há uma demanda cada vez maior por mais variedade de iogurtes vegetais saudáveis.
“Isso está criando oportunidades para fabricantes de produtos sem leite”, ressalta. O relatório também cita que a inovação é uma parte essencial do mercado de alternativas aos laticínios, o que é importante, já que é preciso oferecer diferenciais para motivar o consumidor a optar por um produto com o qual, de repente, ele não está habituado, mas considera uma inclusão ou mesmo transição.
A diversidade de sabores e que fogem ao tradicional também estão ajudando a popularizar as alternativas livres de leite.
“A incorporação de sabores ajuda a aumentar a palatabilidade das alternativas não lácteas, como leite de soja, arroz e aveia. Além disso, ajuda os fabricantes a atender as demandas dos consumidores em constante mudança e a aumentar sua oferta de produtos.”
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