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Moby: “Há um trilhão de animais sendo brutalmente mortos todos os anos”

(Foto: Moby/Divulgação)

Em recente entrevista a Rob Tannenbaum, da revista GQ, o músico vegano Moby, um dos produtores do documentário “Amazônia em Chamas”, de Michal Siewierski, que aborda o custo ambiental da carne, foi questionado sobre a sensibilidade dos veganos.

Tannenbaum pediu que Moby opinasse sobre uma publicação de um internauta: “O clitóris tem oito mil terminações nervosas, mas ainda assim não é tão sensível quanto um vegano nas redes sociais.”

Moby comentou que é comum alguém falar para quem é vegano relaxar e não se preocupar tanto – como se não estivéssemos prejudicando por conveniência muitas vidas e ignorando nosso impacto no planeta.

“Bom, há um trilhão de animais sendo brutalmente mortos por humanos todos os anos [em referência mais abrangente, que não considera somente o abate de bovinos, suínos e aves], e as consequências são pandemias, mudanças climáticas, desmatamento da floresta tropical, obesidade, câncer e doenças cardíacas. Então o que alguém assim está realmente dizendo é: ‘Você precisa relaxar sobre o fato de que, como espécie, estamos nos destruindo’. É um pouco estranho”, declarou e acrescentou que tem ouvido versões dessa “piada” nos últimos 34 anos.

Além do documentário “Amazônia em Chamas”, coproduzido por Moby, ter estreado no Brasil em maio por meio da Telecine, vale lembrar que “Moby Doc”, um filme sobre sua vida dirigido por Robert G. Bralver, está sendo exibido no Brasil por streaming pelo festival In-Edit Brasil.

O preço para assistir ao documentário que apresenta a percepção de Moby sobre o mundo, sua trajetória musical e seus problemas pessoais, assim como sua relação com o veganismo e os direitos animais, é R$ 3. O filme estará disponível na plataforma até o dia 28 deste mês.

Clique aqui para assistir.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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