ONG divulga ranking da crueldade animal no turismo

Relatório cita empresas que têm favorecido e incentivado shows com golfinhos, passeios com elefantes e selfies com filhotes de tigres, entre outros exemplos

“Esses são grandes negócios para as empresas de turismo que lucram com turistas que nem sempre conhecem a realidade por trás dessas atrações” (Foto: Proteção Animal Mundial/Divulgação)

A ONG Proteção Animal Mundial divulgou ontem (24) o ranking da crueldade animal no turismo. O relatório informa quais são as companhias de turismo que estão mais e menos comprometidas em não contribuir com a exploração de animais como entretenimento por meio de atividades como apresentações, passeios e excursões.

O relatório “De Olho da Indústria de Turismo” cita empresas que têm favorecido e incentivado shows com golfinhos, passeios com elefantes e selfies com filhotes de tigres, entre outros exemplos.

“Esses são grandes negócios para as empresas de turismo que lucram com turistas que nem sempre conhecem a realidade por trás dessas atrações. Mas a verdade é que os animais silvestres explorados para essas atividades não ganham nada”, destaca a ONG.

De “muito bom” a “péssimo”

E acrescenta: “Arrancados da natureza ou criados em cativeiro, os animais silvestres são separados de suas mães muito cedo e obrigados a viver em condições inaceitáveis, em uma prisão perpétua de miséria e sofrimento.”

Das empresas avaliadas a melhor pontuação foi da Airbnb, seguida por The Travel Corporation, Tripadvisor, Booking.com e Viator. Tui e Der Touristik tiveram pontuações classificadas como razoáveis. Já o comprometimento da Expedia em evitar contribuir com o turismo da crueldade animal foi classificado como ruim, mas não tanto quanto da Flight Centre e AttractionTickets.com. Ainda assim, foi superada pela Trip.com, GetYourGuide, Look e Musement – as quatro qualificadas como péssimas na avaliação.

Há um longo caminho a ser percorrido, já que na avaliação o desempenho dessas empresas, da melhor para a pior envolvendo turismo com animais, vai de 68% a 3%.

Necessidade de mudança de comportamento

Entre os critérios avaliados estão disponibilidade e qualidade de políticas de bem-estar animal; engajamento com fornecedores e a indústria em geral para implementar mudanças favoráveis à vida silvestre; e qualidade de conteúdo educacional para capacitar os consumidores a fazerem escolhas de viagens que respeitem os animais.

“As pessoas desejam ter uma experiência com animais silvestres, contudo, há uma mudança no perfil dos turistas, que não toleram mais a crueldade nessas atrações”, destaca o gerente de vida silvestre da Proteção Animal Mundial, João Almeida, citando que em Manaus ainda há nados em aglomeração com botos cor-de-rosa e abraços e selfies com bichos-preguiça e jacaretingas.

“No exterior, passeios em elefantes, selfies com tigres e leões e golfinhos sendo utilizados como prancha.Todas essas atrações, vendidas pela indústria como não danosas, são extremamente prejudiciais aos animais. Ter empresas globais reforçando a luta contra a crueldade animal é uma chance única de mudar o setor e acabar de vez com a cruel exploração das espécies silvestres.”

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