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Pesquisa do GFI rebate crença de que é caro ser vegetariano

Muitos vegetarianos e veganos reconhecem que é mais barato não consumir alimentos de origem animal (Foto: Reprodução)

Uma pesquisa concluída recentemente pelo The Good Food Institute (GFI) rebate a crença de que é caro ser vegetariano. A maior prova disso é que o estudo que reúne dados de mais de nove mil pessoas de todos os estados do Brasil mostra que o nível socioeconômico dos vegetarianos é menor do que o de pessoas que consomem proteína de origem animal.

Segundo o GFI, ao contrário do senso comum, é mais fácil encontrar vegetarianos nas classes médias e baixas do que nas classes mais altas. “Esse dado mostra que o poder aquisitivo de pessoas vegetarianas é menor, o que significa que adotar dietas cada vez mais livres de produtos de origem animal pode ser também uma medida para economizar dinheiro, e não o contrário”, informa a pesquisa.

Muitos vegetarianos e veganos reconhecem que é mais barato não consumir alimentos de origem animal, e principalmente se eles não costumam comprar muitos produtos industrializados. Por outro lado, a pesquisa também aponta que há críticas tanto por parte de vegetarianos quanto não vegetarianos no que diz respeito aos preços das alternativas industrializadas de origem vegetal. Isso inclusive acaba sendo usado como justificativa para muitas pessoas não abdicarem do consumo de produtos de origem animal.

O GFI explica que essa diferença é perceptível porque ainda não há um mercado em escala no Brasil. Porém a tendência é que isso diminua e os preços se aproximem à medida que o mercado se desenvolva e cresça. “Para que isso aconteça, é imprescindível o investimento em desenvolvimento de tecnologias que possam ser produzidas localmente, acabando com a necessidade de importar ingredientes ou produtos finalizados”, enfatiza.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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