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Proteína de lentilha é uma das apostas do mercado de alternativas à proteína animal

Outro diferencial é que o mercado tem se voltado mais para a produção orgânica, livre de corantes e adoçantes artificiais (Foto: Reprodução)

A proteína de lentilha já é uma das novas apostas do mercado de alternativas à proteína animal. De acordo com o mais recente relatório da empresa de pesquisa de mercado Persistence, embora seja um produto relativamente novo, deve movimentar US$ 120 milhões, o equivalente a R$ 489,92 milhões, até o final do ano. E a previsão é de que até 2029 o valor chegue a US$ 200 milhões – R$ 816,88 milhões.

“Consumidores do mundo todo estão preferindo produtos alimentícios naturais e veganos e evitando produtos de origem animal. A proteína à base de plantas é popular devido aos seus benefícios em comparação com a proteína de origem animal”, informa o relatório.

Considerada uma alternativa viável, a proteína de ervilha oferece todos os aminoácidos essenciais. “Os fabricantes estão reconhecendo uma mudança de comportamento do consumidor e introduzindo produtos à base de plantas com alto valor nutricional”, aponta a pesquisa

Por enquanto o produto tem se popularizado principalmente na América do Norte e Europa, mas há um mercado promissor a ser explorado em outras partes do mundo, incluindo a América do Sul. Outra vantagem apontada pelo relatório é que a proteína de lentilha, por ser livre de glúten, é boa alternativa para celíacos.

Outro diferencial é que o mercado tem se voltado mais para a produção orgânica, livre de corantes e adoçantes artificiais – o que também tem relação com o crescimento da demanda. A presença da proteína de lentilha na formulação de produtos ou comercializada como produto final deve ajudar a ampliar mais a competitividade no mercado de alternativas à base de vegetais.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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