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Proteína vegetal texturizada é a alternativa à carne mais consumida no mundo

Almôndega à base de proteína texturizada de soja

De acordo com uma pesquisa publicada ontem (23) pela Report Linker, a proteína vegetal texturizada é a alternativa à carne mais consumida no mundo.

“As vendas de PVT aumentaram 34,44% de 2016 a 2021. É obtida principalmente a partir de soja, trigo e ervilha, e ganhou popularidade entre os fabricantes de alimentos como um substituto funcional e nutritivo da carne”, informa a pesquisa.

Não por acaso, hoje a proteína vegetal texturizada, que já era consumida por veganos e vegetarianos antes do surgimento das novas alternativas à carne, é um dos ingredientes preferidos das foodtechs que produzem carnes vegetais, que aproveitaram um ingrediente já consumido e o adaptaram às novas demandas e interesses – também de comodidade, textura e sabor.

Mesmo com o impacto econômico adverso da pandemia, o consumo de alternativas à carne à base de PVT aumentou. Segundo a pesquisa, fabricantes de alternativas à carne registraram vendas recordes. Mesmo no primeiro ano da pandemia de covid-19, houve um aumento global de 11,96% do consumo de alternativas à carne em comparação com 2019.

O que favorece também o mercado é o baixo custo da proteína vegetal texturizada até mesmo em comparação com a carne, já que a PVT também leva vantagem no rendimento – o que já é reconhecido por consumidores que compram o produto para prepará-lo em casa.

Sobre as alternativas à carne, a pesquisa cita ainda como destaque o potencial de crescimento do mercado global de tempeh, obtido a partir da fermentação da soja utilizando o fungo Rhizopus oligosporus. A estimativa para esse mercado é de uma taxa de crescimento anual composta de 11,81% no período de 2022-2028.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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