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Rico em proteínas, leite de ervilha ganha espaço no mercado

Fotos: Oliver Vorspohl/Eyeem/Adél Békefi/Getty Images

Com uma média de oito gramas de proteínas por porção, superando o leite de vaca, o leite de ervilha está se tornando uma das opções não lácteas com grandes possibilidades de expansão no cenário global.

Hoje, o que tem freado maior crescimento desse mercado, em que 60% da produção se concentra na América do Norte, é a crise desencadeada pela pandemia de covid-19.

No entanto, ainda assim a previsão é de que até 2030 as vendas de leite de ervilha somem o equivalente a mais de R$ 708 milhões.

A projeção é feita pela companhia global de pesquisa de mercado Fact.MR com base em dados de consumo e receitas das empresas que estão investindo nesse segmento.

“A tendência crescente de produtos veganos trouxe uma mudança no foco do consumidor de leite lácteo para leite vegetal. Isso fez com que o leite de ervilha ganhasse força entre diferentes consumidores”, avalia a Fact.MR.

Textura cremosa e alto valor nutricional

Dois diferenciais apontados são a textura cremosa do produto e o alto valor nutricional, fatores que favorecem a expansão do mercado de leite de ervilha nos próximos anos.

O número crescente de pessoas com intolerância à lactose é outro ponto favorável ao produto. Além disso, há pessoas que sofrem de alergias que não podem consumir soja ou amêndoas – o que também torna o leite de ervilha, que é hipoalergênico, uma alternativa em relação a outras opções de leites vegetais.

Segundo a Fact.MR, o momento atual é de otimização da cadeia de produção visando reduzir os preços dos produtos – o que pode motivar muito mais consumidores a consumirem leite de ervilha.

“As empresas também podem se concentrar na parceria com mais distribuidores para aumentarem a disponibilidade do produto no mercado.”

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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