A startup californiana MeliBio arrecadou em março o equivalente a R$ 4,84 milhões em investimentos. O motivo é que seus fundadores, Aaron Schaller e Darko Mandich, desenvolveram uma tecnologia baseada em biologia sintética e fermentação de precisão que permite substituir as abelhas na produção de mel.
“Hoje a indústria depende exclusivamente das abelhas e enfrenta muitos problemas relacionados à sustentabilidade e seu impacto negativo na biodiversidade das abelhas”, informa a startup.
“Ao produzir mel de verdade com a ajuda da ciência, estamos revolucionando a indústria para ajudar a salvar 20 mil espécies de abelhas nativas e silvestres que são essenciais para a flora e a fauna da Terra.”
A MeliBio ganhou visibilidade e atraiu nove investidores durante participação em um programa global de aceleração de startups da Big Ideia Ventures em Nova York.
Até o final deste ano, a MeliBio pretende disponibilizar o seu mel de origem vegetal como ingrediente para empresas de food service com quem firmou parceria quando ainda participava do programa de aceleração.
Além disso, a MeliBio já está negociando com empresas de outros países e pode lançar seus primeiros produtos no varejo no primeiro semestre de 2022.
“Estamos entusiasmados em ter o apoio dos investidores que acreditam no mundo que nossa empresa quer criar. Esse mundo é o lugar onde os alimentos mais saborosos e nutritivos estão ao alcance de todos, mas não ao custo da sustentabilidade do nosso planeta”, diz o CEO e cofundador da MeliBio, Darko Mandich.
Segundo o fundador da Big Idea Ventures, Andrew D. Ive, a startup tem o potencial de mudar não apenas o mercado de mel, mas toda a indústria de adoçantes e cuidados com a pele com uma maneira nova e sustentável de criar mel de verdade sem abelhas. “A MeliBio criou o primeiro mel verdadeiramente vegano”, frisa.
Nik Talreja, da 18.ventures, outra empresa que está investindo na startup, também classifica o produto da startup californiana como indistinguível do mel tradicional de abelhas. “Suas propriedades permitem que os fabricantes de produtos alimentícios e cosméticos introduzam de maneira econômica e escalável uma variedade de açúcares complexos com um apelo mais amplo.”
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Mel sem abelhas,carne sem cadáveres, leite sem lactantes, circo sem animais, touradas extintas, zoos sem vítimas, gaiolas sem inocentes e jaulas sem prisioneiros no planeta de humanos veganos, com Deus.