A startup israelense Equinom anunciou na semana passada em entrevista ao Food Navigator que está desenvolvendo soja sem organismos geneticamente modificados (OGM) com 50% a mais de proteínas do que a soja convencional. A intenção é fornecer principalmente matéria-prima para a produção de tofu e leite de soja.
A diretora de marketing da Equinom, Itay Dana explicou que até hoje o mercado de soja se limitou mais a aumentar a produtividade do que a qualidade ou teor de proteína da soja. E como eles viram uma lacuna nesse mercado, perceberam que seria possível oferecer grãos com pelo menos 58% de proteínas.
Sem manipulação genética, a startup prevê que grãos mais ricos em proteínas podem garantir melhores produtos fermentados à base de soja, incluindo miso e natto, além de ser um importante incremento na elaboração de alternativas à carne. Para chegar a esse resultado, a Equinom está recorrendo à tecnologia computadorizada de produção.
A empresa também prevê que a soja mais rica em proteínas pode ajudar a fazer com que a leguminosa demande menores áreas de produção, já que é mais rica em proteínas – o que é benéfico ao meio ambiente. “Pode reduzir o desmatamento, porque você precisa de menos hectares”, acrescentou Dana.
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A soja é um produto vegetal, natural, livre de crueldade e exploração, que sempre vai ser benéfico. O problema não é a soja, somos nós, os humanos que não param de crescer exigindo demanda de mais produtos, enquanto a gente fechar os olhos para isso nada vai adiantar.