Esta semana, a startup BlueNalu, sediada em San Diego (CA), nos EUA, informou que arrecadou o equivalente a mais de R$ 315 milhões para produzir alternativas aos peixes e frutos do mar a partir de células cultivadas.
A intenção, ao dedicar-se à aquacultura celular, segundo a empresa, é ajudar a reduzir a captura ou abate de animais, assim como o impacto da chamada “pesca acidental”, comum na pesca comercial.
Vale lembrar que desde 2018 a startup tem atraído investidores. Primeiro, os investimentos recebidos foram equivalentes a mais de R$ 24 milhões. Já em 2020, a BlueNalu captou mais de R$ 107 milhões.
Os mais recentes recursos serão utilizados para a startup aproximar seus produtos da realidade comercial. Ou seja, inaugurar uma instalação de produção e garantir aprovação da FDA, agência reguladora dos EUA, para então começar a disponibilizar seus primeiros produtos no mercado de food service.
“Esta última rodada de financiamento nos permitirá continuar avançando em nossa missão e na próxima fase de nossos planos de comercialização, à medida que desenvolvemos parcerias estratégicas que nos fornecerão um alcance de mercado global nos próximos anos”, diz o CEO da BlueNalu, Lou Cooperhouse.
Segundo ele, a BlueNalu está comprometida em produzir peixes e frutos do mar a partir de células e que sejam saudáveis para os consumidores, benéficos ao bem-estar dos animais, sustentáveis para o planeta e que contribuam para aumentar a segurança alimentar nos países onde a startup atua ou pretende atuar.
Um dos membros do conselho consultivo da startup é o filho do renomado conservacionista Jacques Cousteau, Pierre-Yves Cousteau, que tem uma relação muito pessoal com o mar e decidiu se juntar à equipe porque, em suas palavras, a BlueNalu tem condições de favorecer a sustentabilidade dos oceanos, além de oferecer produtos mais saudáveis.
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