Ontem (4), o deputado federal Bacelar (Podemos-BA) encaminhou à Comissão de Turismo da Câmara um requerimento em que solicita uma audiência pública que visa favorecer uma proposta de instituição do dia 25 de outubro como Dia Nacional da Vaquejada.
“Dada a importância que representa na tradição de muitas comunidades nacionais, especialmente as nordestinas, mister se faz a inclusão no calendário oficial do Brasil, não só como medida de justiça, mas de reconhecimento de uma modalidade que fomenta fortemente a economia”, alega o deputado em defesa da vaquejada, prática que consiste em puxar violentamente o rabo de um bovino.
Para a audiência, além do ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, Bacelar convidou somente entidades que apoiam ou se beneficiam com a vaquejada – como a Associação Brasileira de Vaquejada e a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha.
Bacelar diz que essas associações “sempre empenharam esforços na popularização da prática”. Vale destacar que a defesa de Bacelar no requerimento é a mesma do deputado Fernando Rodolfo (PL-PE) no PL 2973/2021, apresentado na Câmara em agosto.
“Inicialmente amadores, esses torneios profissionalizaram a organização, instituindo calendários específicos, regras bem delineadas e adesão de patrocinadores. Contam atualmente com estrutura própria dos grandes eventos desportivos, registram receitas milionárias e pagam altos valores em prêmios aos competidores”, frisa Rodolfo no projeto de lei.
Também está tramitando na Câmara o Projeto de Lei 2452/2011, de Efraim Filho (DEM-PB), que visa elevar a vaquejada a atividade desportiva formal. Em maio, a proposta recebeu parecer favorável do deputado Fábio Mitidieri (PSD-SE), relator do PL na Comissão do Esporte (CE).
Outro defensor da vaquejada na Câmara é o deputado Fabio Reis (MDB-SE), autor do Projeto de Lei 3324/2019, criado com a finalidade de conceder à cidade de Lagarto, no Sergipe, o título de “Capital Nacional da Vaquejada” pelo seu potencial como “Disney da Vaquejada”, segundo o próprio autor.
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