Consumidores repensam hábitos diante da violência nos matadouros

"Ideia dessa campanha é mostrar a realidade deles e tudo o que esses seres passam até chegar no seu prato. É muita dor, muito sofrimento e muita crueldade”

“É muito cruel! Estou me sentindo muito mal por estar fazendo isso com eles”, afirma a estudante Luiza (Imagem: Reprodução)

 Um experimento intitulado “Além da Embalagem” colocou este mês cinco consumidores de carne diante da violência nos matadouros. Durante o projeto, o perito facial e corporal Thiago Luigi, do Instituto Não Verbal (Invep), analisa as expressões dos participantes enquanto assistem um vídeo que revela etapas do padrão industrial de abate de animais de várias espécies.

Logo no início, o perito identifica reações que vão de empatia à aflição e raiva enquanto os consumidores veem cenas de galinhas amontoadas e porcos e bezerros sendo agredidos antes do abate, e as expressões vão se intensificando ao longo do vídeo.

Outras cenas incluem animais agonizando e perecendo no chão em espaços sujos e desconfortáveis, além de pintinhos machos sendo mortos porque são descartáveis para a indústria de ovos.

“É muito cruel! Estou me sentindo muito mal por estar fazendo isso com eles”, afirma a estudante Luiza. Já o voluntário Rodrigo declarou que as imagens fazem repensar a alimentação: “É uma reflexão que deve ser levada para a vida.”

A ativista vegana e sócia do restaurante Pop Vegan Food, Mônica Buava, diz que as pessoas normalmente ignoram que aquilo que está no prato delas um dia foi um animal.

“Por isso, a ideia dessa campanha é mostrar a realidade deles e tudo o que esses seres passam até chegarem no seu prato. É muita dor, muito sofrimento e muita crueldade.”

Vale lembrar que, segundo dados baseados nas pesquisas trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são mortos no Brasil 484 milhões de frangos, 3,84 milhões de porcos e 2,68 milhões de bovinos por mês.

Saiba Mais

O experimento é uma iniciativa do Restaurante Pop Vegan Food.

O perito Thiago Lugli já atuou como treinador de medidas preventivas do Bope, Coe e Polícia Civil e Militar.

 

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