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Consumo de alternativas aos laticínios pode crescer 83%

Uma pesquisa divulgada neste início de junho pela Insight Partners estima que o consumo global de alternativas aos laticínios pode crescer 83% até 2028 – considerando apenas os produtos industrializados.

Com isso, o mercado deve atingir um valor de US$ 51,65 bilhões em vendas até 2028. A avaliação inclui produtos como leites, sorvetes, iogurtes e queijos vegetais.

“Atualmente os consumidores buscam mais benefícios funcionais dos produtos que consomem. Eles estão procurando por opções com alto teor de nutrientes para atender suas necessidades nutricionais diárias”, frisa a Insight Partners.

“Os fabricantes de alternativas aos lacticínios estão incorporando ingredientes funcionais em seus produtos, o que ajuda a aumentar a popularidade dos produtos e sua adoção entre os consumidores. Assim, a crescente demanda por alternativas funcionais impulsiona o crescimento do mercado de alternativas aos lácteos.”

A pesquisa destaca que, embora o mercado esteja sendo aquecido por novas demandas, o leite de soja continua sendo o mais acessível e o mais consumido de todos os leites vegetais.

“É um substituto ideal para o leite e derivados lácteos. Tem aproximadamente a mesma quantidade de proteína que o leite de vaca e é uma fonte muito boa de vitamina D e cálcio. Além disso, a crescente adoção de alternativas à base de soja entre atletas profissionais e entusiastas do fitness impulsiona ainda mais o crescimento do segmento de soja”, avalia a Insight Partners.

A pesquisa de mercado frisa ainda que os produtos à base de vegetais são percebidos como mais saudáveis ​​do que os convencionais.

“Os consumidores estão inclinados ao consumo de produtos à base de vegetais ou veganos devido às crescentes preocupações com a saúde e à crescente conscientização sobre o bem-estar animal.”

Outras vantagens das alternativas aos laticínios citadas pela Insight Partners incluem a crescente oferta de opções não transgênicas, sem glúten, sem alérgenos e com rótulo limpo – que favorece mais transparência em relação à composição, além de não utilizar ingredientes mais comumente indesejados ou estranhos aos consumidores.

“Além disso, à medida que os consumidores se preocupam com a saúde, eles preferem produtos de baixa caloria e baixo teor de gordura e de açúcar. Os fabricantes de alternativas à base de vegetais oferecem esses produtos.”

 

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David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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