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Benefícios para a saúde e veganismo favorecem mercado de proteínas hidrolisadas à base de vegetais

“A cultura vegana em crescimento está entre os fatores que impulsionam o mercado de proteínas vegetais hidrolisadas” (Foto: Getty)

Os benefícios para a saúde e o veganismo favorecem o mercado de proteínas hidrolisadas à base de vegetais. Esta é a conclusão de um relatório divulgado hoje (25) pela empresa de pesquisa de mercado Persistence Market Research.

“Está havendo uma demanda extraordinária por proteína hidrolisada à base de vegetais nos últimos anos devido às suas aplicações nutricionais”, informa a PMR e acrescenta que cada vez mais consumidores estão optando por proteínas hidrolisadas de origem não animal.

Atualmente entre as principais opções há proteínas derivadas de soja, trigo, arroz e ervilha, e que têm sido utilizadas inclusive como alimentos funcionais anti-hipertensivos.

O que torna esse tipo de proteína um grande atrativo, de acordo com o relatório da PMR, é o fato de que fornece todos os aminoácidos necessários e ajuda na redução da ingestão de gordura saturada e colesterol.

“Para prevenir doenças cardiovasculares, a demanda por alimentos acrescidos de proteínas vegetais hidrolisadas está aumentando. É uma maneira eficaz de reduzir o colesterol LDL e diminuir o risco de doenças cardíacas”, enfatiza.

Esses benefícios são apontados como diferenciais que auxiliam no crescimento da demanda por esses produtos vendidos tanto como matérias-primas para a indústria quanto produtos finais em forma de suplementos e ingredientes culinários. E conforme o mercado cresce, há um ganho em custo-benefício que aproxima cada vez mais os consumidores das alternativas vegetais.

A pesquisa estima que esse mercado deve registrar taxa de crescimento anual composta de 5%, valendo pelo menos um bilhão de dólares a mais em um período de dez anos – subindo de 1,6 bilhão para 2,6 bilhões até 2029.

“Conscientização dos consumidores sobre os alimentos veganos estão impulsionando essa demanda global”, acrescenta a PMR e aponta que com o crescimento da população vegana, que não consome nada de origem animal, um número crescente de empresas está tentando se adaptar à mudança na cultura alimentar.

“Assim, a cultura vegana em crescimento está entre os fatores que impulsionam o mercado de proteínas vegetais hidrolisadas”, ratifica.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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