De acordo com um estudo publicado em setembro no periódico científico Nature Sustainability por pesquisadores da Universidade do Estado do Oregon em parceria com a Universidade de Nova York, Universidade do Estado do Colorado e Universidade Harvard, a demanda global por carnes e leite já exige mais de 80% das terras agrícolas do mundo, o que não ajuda muito quando pensamos no impacto da agropecuária para o planeta.
Segundo o estudo, priorizar o consumo de proteínas de origem vegetal, como as encontradas em leguminosas, pode fazer uma grande diferença na quantidade de dióxido de carbono que chega à atmosfera.
Além disso, nesse ritmo, a produção de carnes e laticínios tende a demandar cada vez mais áreas, incorrendo em mais desmatamento e grande perda de vegetação nativa, o que, entre outras consequências, prejudica a absorção de CO2.
Segundo o professor de ecologia da Universidade do Estado do Oregon, William Ripple, alimentos de origem vegetal fornecem nutrientes importantes enquanto exigem uma pequena porcentagem de terra em comparação à produção de carne e leite.
O estudo avalia que se a produção atual de alimentos de origem animal passar por uma transição em que há priorização de alimentos mais benéficos para o planeta, como é o caso das proteínas não animais, seremos capazes de alcançar uma redução que equivaleria a anos de emissões de gases do efeito estufa.
Outro apontamento feito pelo estudo é de que hoje há uma área de mais de sete milhões de quilômetros quadrados (equivalente ao tamanho da Rússia, que é o maior país do mundo) sendo prejudicada pela produção extensiva de alimentos de origem animal. Sem essa pressão agrícola, a conclusão é de que as florestas cresceriam e prosperariam.
De acordo com Ripple, a redução na produção de carne também teria como consequência uma grande redução no uso de água e de impacto nos habitats da vida silvestre e na biodiversidade. Além disso, seria uma mudança positiva no combate às pandemias originadas a partir de doenças zoonóticas (de animais para humanos) como é o caso da covid-19.
“Ecossistemas intactos e funcionais e habitats de vida silvestre preservados ajudam a diminuir o risco de pandemias. Nossa pesquisa mostra que, com a mudança na dieta, temos a oportunidade de devolver grandes áreas à natureza e à vida silvestre, com impactos relativamente mínimos na segurança alimentar. A restauração do ecossistema e a redução das populações de gado podem reduzir a transmissão de doenças zoonóticas”, avalia o pesquisador da Universidade do Estado do Oregon.
O estudo “The carbon opportunity cost of animal-sourced food production on land” defende que cortes na produção de carnes e laticínios poderiam trazer um impacto positivo podem ajudar de forma substancial a limitar o aquecimento global em 1,5 graus Celsius acima dos níveis do período pré-industrial, conforme defendido pelo Acordo de Paris.
Em “O Polonês”, seu mais recente romance publicado no Brasil, o escritor sul-africano J.M. Coetzee,…
No livro “A Idade do Ferro”, de J.M. Coetzee, que se passa durante os últimos…
No filme belga “O Jovem Ahmed”, dos irmãos Dardenne, Ahmed (Idir Ben Addi), após cometer…
Quando se aceita que não há crueldade no que se faz contra os animais, como…
Ser vegano “é coisa de mulher”? Autoras como Carol J. Adams trazem contribuições para pensarmos…
Estudado em escolas de comunicação social do mundo todo e falecido recentemente, o filósofo e…